Apesar de não ter sido reeleito para a Câmara Municipal de Lisboa (CML) pelas listas que o PS apresentou às autárquicas de outubro, Carlos Castro voltou à autarquia. Agora, como assessor de Fernando Medina para a área da Proteção Civil, que lhe estava designada até às últimas eleições e que o presidente chamou a si depois de perder três vereadores face ao resultado de 2013, escreve o jornal Público.

Ao diário, fonte oficial da CML considera que, “dados os conhecimentos específicos, experiência e conhecimentos da orgânica da Proteção Civil, afigurou-se como uma contratação natural e até óbvia”. Por força das funções que desempenhava, Carlos Castro esteve em foco nos últimos anos pelos vários casos que foram surgindo na capital, desde o alargamento da video-vigilância a mais zonas da cidade (também tinha a pasta da Segurança) ao acompanhamento dos casos de amianto nas escolas da capital, incluindo os deslizamentos de terra que obrigaram à retirada de moradores de prédios da rua Damasceno Monteiro (na zona da Graça), a reabilitação de parte do miradouro de S. Pedro de Alcântara e a intervenção no viaduto de Alcântara, que foi encerrado depois de um camião embater com a estrutura, provocando danos.

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A contratação foi conhecida agora mas teve efeitos logo em novembro, um mês depois de o PS vencer as eleições autárquicas, ainda que com menos vereadores eleitos (oito, contra os anteriores 11) que quatro anos antes. De acordo com o contrato, citado pelo Público, Carlos Castro fica responsável pela “assessoria nas áreas de planeamento estratégico e gestão operacional em matéria de proteção civil”.

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A contratação, válida por um ano, pode ser renovada até ao final do atual mandato autárquico, que termina em 2021. O agora assessor recebe 3752,5 euros brutos por mês, acima do salário que lhe era atribuído como assessor, concretiza o mesmo diário.