A muralha do castelo de Óbidos vai ser requalificada, num investimento de cerca de um milhão de euros que permitirá aumentar a segurança dos turistas que circulam no adarve, anunciou esta quinta-feira o presidente da Câmara.

A requalificação do adarve (caminho no topo da fortificação que, no caso das muralhas de Óbidos, tem cerca de um quilómetro de área circulável) “deverá ser lançada ainda este trimestre e ficará concluída um ano depois”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques.

A intervenção, no valor de um milhão de euros, contempla “a retirada de toda a vegetação que está a contribuir para a desagregação das massas [que sustentam a muralha], a correção de todo o piso do adarve e a correção de infiltrações que podem, a prazo, criar problemas sérios”, explicou o autarca.

O reforço de toda a sinalética alusiva aos acessos e ao perigo para quem circula no adarve, devido às irregularidades do piso ao longo do percurso estreito, no qual já ocorreram quedas de turistas, é, segundo o autarca, outra das vertentes da obra que inclui ainda “a requalificação das entradas da Porta da Vila, do Arco de Nossa Senhora da Memória e do pórtico da Igreja de Santa Maria, que está em franca degradação”.

A obra foi anunciada durante as comemorações do feriado municipal de Óbidos, o primeiro do país a ser comemorado e cuja celebração se estenderá até ao dia 10 de março, data em que a autarquia prevê assinar o auto de consignação da requalificação da muralha.

A recuperação do espaço foi autorizada pela Direção-Geral do Tesouro (proprietária daquele património) e obteve o parecer positivo da Direção-Geral do Património, no âmbito de uma candidatura ao Portugal 2020 — intervenções territoriais integradas, que assegura uma comparticipação de 85% de fundos comunitários.

Em termos de recuperação patrimonial, Humberto Marques espera “lançar ainda este ano os procedimentos para a requalificação da Praça da Criatividade”, junto às antigas instalações da EPAC e ao antigo quartel dos bombeiros.

O investimento, de 1,2 milhões de euros, vai transformar o local “num ponto central da região Oeste focalizado no setor do vinho, não no sentido tradicional, mas no sentido cultural e patrimonial”, adiantou Humberto Marques.

O projeto, que está ainda elaboração, prevê dotar o local com espaços de anfiteatro, exposição e gastronomia, que criará “uma nova porta de entrada para a vila”. O concurso terá que ser lançado até junho deste ano, devendo a obra iniciar-se “até ao final do ano ou início de 2019”, concluiu Humberto Marques.