As áreas protegidas receberam 264,3 mil visitantes em 2017, número que reflete uma queda relativamente aos 341,7 mil do ano anterior, quando tinha sido registada uma subida de 15%, segundo um relatório divulgado esta sexta-feira.

“Em 2017, dados provisórios contabilizam 264.300 visitantes nas áreas protegidas”, refere o Relatório do Estado do Ambiente 2017 (REA), disponível no site de internet da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), citando informação obtida pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Entre 2015 e 2016, “verificou-se um aumento de 44.948 visitas, correspondendo a uma taxa de variação de +15,1%”, salienta o documento.

“Os resultados obtidos pelo ICNF, ao longo dos anos, evidenciam um aumento consistente do número total de visitantes nas áreas protegidas, o qual ascendeu a 341.747 durante 2016”, acrescenta.

A maior parte das visitas a áreas protegidas é contabilizada através daqueles que chegam às estruturas de receção ou que participam em eventos, tanto organizados pelo ICNF, como por outras entidades autorizadas pelo instituto.

As visitas guiadas e o voluntariado são outras formas de registar os visitantes.

No continente, a Rede Nacional de Áreas Protegidas ocupa 793 mil hectares (7.930 quilómetros quadrados), entre área marinha (536 quilómetros quadrados) e área terrestre.

A Rede Natura 2000 em Portugal é composta por 107 áreas no âmbito da Diretiva Habitats e 62 Zonas de Proteção Especial (ZPE) designadas pela Diretiva Aves, distribuídas pelo continente e regiões autónomas, abrangendo cerca de 22% da área total terrestre, acrescidos de cerca de 39 mil quilómetros de área marinha.

Existem ainda no país quatro geoparques mundiais da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).