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Mosteiro dos Jerónimos foi o monumento mais visitado em 2017: mais de um milhão de visitantes

Tal como nos anos anteriores, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém foram os monumentos mais visitados em Portugal em 2017. Só o mosteiro recebeu mais de um milhão de visitantes.

O Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, Em 2017, recebeu mais de um milhão de visitantes, num aumento de 7,9% face ao ano anterior

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Os Museus, Monumentos e Palácios tutelados pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) receberam, em 2017, mais de cinco milhões de visitantes, o que representa um crescimento de oito por cento em relação ao ano anterior e um crescimento de 60% quando olhamos para os últimos cinco anos. Esta é a primeira vez que se ultrapassam as cinco milhões de visitas.

De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pela DGPC, tal como em 2016, no ano passado, o monumento mais visitado foi o Mosteiro dos Jerónimos, em Belém. Em 2017, este recebeu mais de um milhão de visitantes, num aumento de 7,9% face ao ano anterior. Em segundo lugar no número de visitantes ficou, sem grandes surpresas, a Torre de Belém, que no ano passado recebeu quase 576 mil pessoas.

Apesar de ter permanecido na mesma posição face a 2016, o número global de visitantes diminuiu de 685.694 para 575.875, o que significa que foi um dos monumentos portugueses que, em 2017, teve uma maior quebra no número de visitas. Uma descida que a DGPC justifica não com falta de popularidade, mas com “questões de segurança” que levaram “ao estabelecimento de um número máximo de entradas, a partir do qual a visita é suspensa momentaneamente”.

Para esta diferença contou ainda, de acordo com o organismo, o desaparecimento, a partir de novembro de 2017, dos chamados Bilhetes Circuito Descobertas, que davam acesso ao Jerónimos e à Torre de Belém, e Praça do Império, que permitiam a entrada nestes dois monumentos e no Museu Nacional de Arqueologia, em Belém. Em 2016, estes bilhetes tiveram um peso de 13,8% nos mais 4,5 milhões do número total de entradas em todos os equipamentos culturais da DGPC, explica o organismo nos dados divulgados.

Em terceiro lugar ficou o Mosteiro da Batalha, recentemente envolvido em polémica devido à construção de paredes de betão para alegadamente proteger o monumento das vibrações e do dióxido de carbono emitido pelos automóveis que passam pelo IC2. Em 2017, visitaram os túmulos de D. João I e D. Filipa de Lencastre 492.093 pessoas, o que representa um aumento bastante significativo de 24,1% face ao ano anterior.

Palácio da Ajuda o que mais sobre, Museu Soares dos Reis o que mais desce

Apesar de a tendência de crescimento ser comum em museus, monumentos e palácios, foram nestes últimos que se registaram os maiores aumentos. O Palácio Nacional da Ajuda, que recebeu 126.240 visitantes, teve mais 80,6% de visitas do que em 2016, quando se registaram 69.913 entradas., e mais 152,2% do que em 2012. Por seu turno, o Palácio Nacional de Mafra teve 377.961 visitantes, mais 15,4% do que no ano anterior. Em relação a 2012, o aumento é de 60,4%.

Do lado oposto do espectro encontra-se o Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, que, em 2017, sofreu uma queda de 30,6% no número de visitas. Também o Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu — cuja coleção principal é composta por um conjunto de pinturas de retábulo provenientes de igrejas da região e de depósitos de outros museus, da autoria de Vasco Fernandes (c. 1475-1542), o Grão Vasco, e de outros pintores seus contemporâneos — recebeu menos visitantes em 2017: menos 26,4% do que em 2016.

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