Dezenas de trabalhadores do Infarmed assistiram esta segunda-feira às cerimónias do 25.º aniversário deste instituto vestidos de negro, em protesto contra a anunciada deslocalização para o Porto, manifestando-se dispostos a provar que a medida é um erro.

No final da cerimónia, os trabalhadores juntaram-se em frente ao auditório do Infarmed e através do seu porta-voz, Rui Spínola, criticaram a ausência do ministro da Saúde nos festejos deste aniversário.

O presidente da Comissão de Trabalhadores considerou que a ausência de Adalberto Campos Fernandes tem um significado para a instituição e para o país.

Sobre o facto de terem assistido à cerimónia vestido de negro, Rui Spínola disse que o objetivo foi mostrar “firme e responsavelmente” o sentimento dos trabalhadores.

Os trabalhadores do Infarmed sentem um “enorme orgulho” nos 25 anos que a instituição está a comemorar, mas não escondem um “sentimento de angustia pela incerteza de um futuro duvidoso provocado por uma intenção/decisão irrefletida, errada e que acarreta sérios riscos para o desempenho eficaz da missão do Infarmed”.