O Pentágono tem planos para desenvolver dois novos tipos de armas nucleares, com menor capacidade, num esforço para atualizar o arsenal nuclear dos Estados Unidos com o objetivo de responder ao desenvolvimento da capacidade nuclear pela China e pela Rússia, avança o Wall Street Journal.

De acordo com o jornal, o Pentágono está a desenvolver um plano para a atualização do arsenal nuclear norte-americano e deverá propor a Donald Trump que se comecem a desenvolver duas novas armas, ambas para estarem à disposição da Marinha norte-americana.

Estes dois novos misseis teriam uma menor capacidade de destruição, mas seriam produzidos com maior facilidade e permitiriam às forças armadas norte-americanas a capacidade de responder mais rapidamente e com maior precisão.

O esboço da proposta, que o jornal norte-americano teve acesso, a seguir com esta recomendação para o Presidente dos EUA, e caso tenha a sua aprovação, levaria ao abandono de uma prática de contenção e redução do número de armas nucleares pelos Estados Unidos que tem décadas.

Nesta altura, estima-se que os EUA tenham o maior arsenal nuclear do mundo, logo a seguir ao da Rússia – há vários países que não dão informação sobre as suas capacidades nucleares, como é o caso de Israel ou do Paquistão. Mas uma parte significativa do arsenal nuclear americano tem décadas e pode estar já obsoleto.

A ameaça norte-coreana e o desenvolvimento de armas nucleares pelas maiores potências, casos da Rússia e China, assim como de outros países que continuam a desenvolver estas armas – casos do Paquistão e da Índia – poderão estar por detrás das motivações das forças norte-americanas, mas o próprio Donald Trump tem defendido não só a atualização das capacidades nucleares dos EUA, mas que países como o Japão e a Coreia do Sul deviam desenvolver as suas próprias armas.

Esta posição vai contra o Tratado de Não Proliferação Nuclear, do qual os EUA são um dos principais signatários, juntamente com a Rússia e o Reino Unido. A posição mais recente, de 2010, estabelece que os países signatários devem reduzir o seu armamento nuclear.