As vendas mundiais do Grupo PSA, das marcas Citroen, DS, Peugeot, Opel e Vauxhall, subiram 15,4% para 3.632.300 veículos em 2017, havendo apenas descida na região da China e sudeste asiático, informou esta terça-feira o grupo liderado por Carlos Tavares.

Em comunicado, o grupo informou tratar-se do “quarto ano consecutivo de progressão das vendas”, que na Europa subiram 23% (cerca de 2,4 milhões de vendas, incluindo mais de 376 mil unidades da Opel e Vauxhall) enquanto na região da Índia/Pacífico a subida foi de 31% (mais de 26 mil veículos).

Na América Latina as vendas de 206 mil veículos traduziram um acréscimo de 12%, no Médio Oriente e África a evolução foi de mais de 61% (619 mil veículos, dos quais quase 27 mil da Opel, na Eurásia a subida foi de 45% (15.200), registando-se apenas descida na China e sudeste asiático, onde as vendas diminuíram 37,4% (387 mil viaturas).

“Num contexto difícil, o grupo vendeu 387 mil veículos na China e sudeste Asiático. Os primeiros sinais de recuperação comercial surgiram pelo facto de o grupo ter registado um aumento nas vendas mensais a partir do mês de julho e um aumento na quota de mercado do 2.º semestre, de 0,3 pontos comparativamente ao semestre anterior”, lê-se no comunicado do grupo.

Citado no texto, Jean-Philippe Imparato, diretor da marca Peugeot, considerou 2017 como um “ano excecional, com resultados recorde”, tendo a meta de dois milhões de veículos vendidos sido ultrapassada graças ao “sucesso das gamas SUV e de veículos comerciais”.

Por seu lado, Linda Jackson, diretora da marca Citroen, destacou a “nova ofensiva de produto”, nomeadamente através de “novo C3, nova Jumpy e SpaceTourer”, registando-se na Europa um “recorde de vendas desde há seis anos” e, “excetuando a China, as vendas internacionais demonstraram um crescimento de 7,5%”.

Yves Bonnefont, diretor Geral da DS Automobiles, comentou que no ano passado se esteve em linha com a “execução do plano estratégico global”, enquanto o diretor de Vendas, Após-Venda e Marketing da Opel/Vayxhall, Peter Küspert, notou que o ano passado foi de transição, “assente numa ofensiva de produto sem precedentes”.