Depois do anúncio de que os CTT vão encerrar pelo menos 22 lojas como parte do plano de reestruturação apresentado em dezembro, a empresa anunciou agora que vai abrir 14 novos pontos de acessos em “outras tantas localidades” — sem especificar quais — para “onde irão transferir as atuais instalações”.

Num comunicado de imprensa enviado às redações, os CTT esclarecem que os novos 14 pontos de acesso já estão “acordados” ou em “negociação final” com autarquias e entidades comerciais locais. Os pontos de acesso prestarão, dizem, a “totalidade dos serviços postais, incluindo o pagamento de vales de prestações sociais e o envio e levantamento de encomendas”.

À semelhança do que já acontece em cerca de 1.700 pontos de acesso — lojas em parceria com outros estabelecimentos –, os respetivos pontos de acesso serão equipados pela empresa liderada por Francisco Lacerda e receberão formação dos CTT. Todos terão horários de abertura mais prolongados e “localizações tão centrais quanto as dos anteriores”, pode ler-se ainda no comunicado.

À parte dos exemplos já conhecidos — em Termas de S. Vicente, Penafiel, em Arco da Calheta, Madeira, e em Lavradio, Barreiro –, as localizações dos pontos de acesso apenas serão dados a conhecer “à medida que os passos necessários para a sua abertura estejam concluídos”.

Com estas medidas de ajustamento da rede de oferta, os CTT garantem que em todas as localizações dos 22 pontos transferidos a população mantém acesso ao atendimento dos CTT a 1 km ou menos da anterior localização”, lê-se no comunicado.

Concluída a operação, os CTT garantem “uma redução máxima de oito pontos de acesso, resultado do encerramento/transformação de 22 lojas próprias e da abertura de 14 novos postos de correio”.

O encerramento das 22 lojas, cuja localização por distrito pode ser consultada aqui, faz parte do plano de reestruturação apresentado pela empresa no passado mês de dezembro, o qual também contempla o corte de 800 postos de trabalho a tempo inteiro e a redução substancial da remuneração variável dos trabalhadores dos correios. Também os administradores dos CTT verão os seus salários reduzidos — o presidente em 25% e a restante administração em 15%.