A coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas e a norte-americana Meg Stuart foram distinguidas com um prémio de carreira da Bienal de Dança de Veneza, em Itália, foi esta quarta-feira anunciado.

Marlene Monteiro Freitas receberá o Leão de Prata e Meg Stuart o Leão de Ouro, a 22 de junho, na abertura do 12.º Festival Internacional de Dança Contemporânea.

Nascida em 1979, em Cabo Verde, onde fundou o grupo de dança Compass, a bailarina e coreógrafa Marlene Monteiro Freitas cofundou em Lisboa a estrutura cultural P.O.R.K, com a qual assinou coreografias como “Bacantes – Prelúdio para uma purga”, “marfim e carne — as estátuas também sofrem” e “Paraíso”.

É “uma das mais talentosas da sua geração”, que se interessa mais pela “metamorfose e deformação”, que trabalha mais com as emoções do que os conceitos, e que apaga as fronteiras do que é esteticamente correto, lê-se na nota de imprensa.

Meg Stuart, que tem na improvisação uma ferramenta fundamental de trabalho, recebe o Leão de Ouro de carreira por ter desenvolvido “uma nova linguagem e um novo método a cada nova criação, colaborando com artistas de diferentes discicplinas e movendo-se entre dança e teatro”.

A viver na Europa há mais de vinte anos, Meg Stuart fundou a companhia Damaged Goods em Bruxelas, e já se apresentou várias vezes em Portugal, nomeadamente com os espetáculos “Built to Last” e “Hunter”.