União Europeia

Sistema europeu de seguro de depósitos não vai eliminar sistemas nacionais

Em debate com Peter Altmaier, o presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, disse que um sistema europeu de seguro de depósitos "não pode aparecer em detrimento de sistemas nacionais".

MÁRIO CRUZ/LUSA

O presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças, Mário Centeno, disse esta quarta-feira, em Berlim, que um sistema europeu de seguro de depósitos “não pode aparecer em detrimento de sistemas nacionais”.

As declarações de Mário Centeno foram feitas durante um debate com o homólogo alemão, Peter Altmaier, no Ministério das Finanças alemão, perante dezenas de pessoas, e que foi difundido em direto na página daquele organismo na Internet.

Mário Centeno elencou as suas prioridades para a União Económica e Monetária, nomeadamente a conclusão da união bancária, e também sublinhou que – “como disse o ministro Altmaier” – é preciso “avançar com cuidado” no que toca ao sistema europeu de seguro de depósitos e que é preciso combinar “as duas dimensões do problema: enquanto se reduz o risco, é preciso começar a construir o dia seguinte”.

“É importante perceber que este sistema não pode aparecer em detrimento de sistemas existentes que funcionam em boas condições. Precisamos de melhorar. Precisamos de estabelecer as mesmas condições de partida (…). Precisamos de complementar isso com esta estrutura comum europeia”, afirmou.

Mário Centeno tinha destacado, na sua introdução, que “numa união bancária faz sentido pensar num seguro de depósitos comum”, mas que sabe tratar-se de “um tema controverso” na Alemanha.

O presidente do Eurogrupo mostrou-se “convencido de que isto vai beneficiar todos os cidadãos e empresas”, assim como “providenciar uma rede segura para o sistema bancário”.

Sobre o Fundo Monetário Europeu, Mário Centeno afirmou que primeiro “há que discutir o seu perímetro”.

Mário Centeno insistiu, como o tinha feito em Paris na semana passada, que se está perante uma “janela de oportunidade” para uma maior integração na zona euro e para aprofundar a união económica e monetária, tendo em conta um novo ciclo político resultante da eleição de líderes pró-europeus.

O ministro das Finanças português salientou também que “atualmente a zona euro está em muito melhor forma”, depois de ter aprendido “da maneira mais dura” nos últimos anos.

A conferência aconteceu horas depois de o presidente do Eurogrupo se ter encontrado com o ministro das Finanças alemão, Peter Altmaier, naquela que foi a primeira deslocação oficial de Mário Centeno como líder do fórum informal dos ministros da zona euro.

Peter Altmaier é, assim, o primeiro ministro das Finanças da zona euro que Centeno visita desde que entrou em funções como presidente do Eurogrupo, a 13 de janeiro, mas no dia da “passagem de testemunho”, a 12 de janeiro, em Paris, encontrou-se com o homólogo francês, Bruno Le Maire.

Na véspera dessa “passagem de testemunho”, Centeno tinha sido recebido pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, e depois deslocou-se ao palácio de Matignon para uma reunião com o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe.

No dia 22 de janeiro decorre a primeira reunião do Eurogrupo sob a presidência de Mário Centeno, em Bruxelas.

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