Tomás Correia abordou o presidente da Caixa de Crédito Agrícola para se avaliar uma fusão entre a Caixa Económica Montepio Geral, o que criaria um grande banco do setor social e cooperativo. A revelação foi feita pelo próprio Licínio Pina, do Crédito Agrícola, que diz que não deu grande sequência à proposta porque não está interessado em “fazer grandes bancos que podem não ser grande coisa”.

“Houve pessoas da Associação Mutualista, incluindo o presidente, que falaram comigo nesse sentido”, revelou Licínio Pina no programa Negócios da Semana, da SIC Notícias. “Foi uma ideia, uma tese”, que passaria pela criação de uma holding que agruparia as duas entidades.

No final do Congresso da Economia Social, quem assistiu ao discurso do Presidente da Associação Mutualista viu que o seu objetivo era fazer uma instituição para a economia social, mas eu estou não estou tão focalizado em fazer grandes bancos que podem não ser grande coisa, mas sim em ter um banco sólido capaz de apoiar as economias locais e regionais”.

Licínio Pina defendeu que se há um banco que pode ser considerado da “economia social” é o Crédito Agrícola. E, como não está “interessado em fazer grandes bancos que podem não ser grande coisa”, o presidente do Crédito Agrícola diz que prefere “ter um banco sólido capaz de apoiar as economias locais e regionais”.

O responsável não fugiu a um dos grandes temas da economia (e política) nos últimos meses, defendendo que, na sua “opinião, a Santa Casa da Misericórdia não tem vocação para ter participações em bancos”.

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