O BE marcou para quarta-feira um debate de atualidade, na Assembleia da República, sobre “a dramática situação” na fábrica da antiga Triumph, em Loures, defendendo a “salvaguarda dos salários e direitos das trabalhadoras”.

As trabalhadoras da fábrica da antiga Triumph, em Loures, estão em vigília à porta da empresa desde o dia 5 de janeiro, depois de terem tomado conhecimento de que a administração tinha iniciado um processo de insolvência.

Fonte oficial do BE adiantou à agência Lusa que o partido “marcou para a próxima quarta-feira um debate de atualidade sobre a dramática situação na fábrica TGI-Gramax, antiga Triumph, e a salvaguarda dos salários e direitos das trabalhadoras”.

Na quinta-feira, as trabalhadoras da empresa estiveram em manifestação à porta da Presidência do Conselho de Ministros, durante a qual entregaram uma peça de lingerie dirigida ao ministro da Economia como protesto contra o encerramento da fábrica em Loures, apelando ao Governo para intervir no processo.

Na terça-feira de manhã, em audição parlamentar, o ministro da Economia disse esperar que se encontre uma “solução” para a Têxtil Gramax, admitindo a existência de interessados na fábrica, mas caso não seja possível “que pelo menos se acautele os direitos dos trabalhadores”.

Manuel Caldeira Cabral falava na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, depois de questionado pelos deputados do Bloco de Esquerda (BE) e do PCP sobre a situação dos trabalhadores da fábrica da antiga Triumph em Loures.

“Temos investidores interessados” na unidade de Sacavém (Loures), mas é preciso saber em quê, disse o ministro da Economia

Precisamente nessa manhã, a coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu que insolvências como a da fábrica da antiga Triumph não podem acontecer em Portugal, pedindo ao Governo capacidade interventiva para encontrar investimento e meios para a fábrica continuar a laborar.

Há quase um ano, em 04 de janeiro de 2017, Manuel Caldeira Cabral congratulou-se então com o facto da antiga fábrica de roupa interior da Triumph continuar a laborar em Portugal e manter os cerca de 500 postos de trabalho, durante uma visita à fábrica na qual foi informado pela atual administração da TGI do plano de negócios, que previa a “diversificação do portefólio de produção” assim como a “expansão a novos mercados de exportação”.