A capital espanhola é das cidades europeias que enfrenta os problemas mais graves com o ar que se respira. Devido à sua localização geográfica, as emissões realizadas pelos veículos de transporte que percorrem a cidade, especialmente a zona do centro, tendem a concentrar-se, levando a percentagens de poluentes que atingem, em cada vez mais locais, níveis considerados perigosos.

De acordo com o relatório dos Ecologistas em Acção, dos 24 sensores instalados em Madrid, 15 detectaram um valor médio anual de NOx superior ao permitido, número que supera os nove pontos de medição que deram o alarme em 2016. Simultaneamente, aumentou a quantidade de partículas em suspensão no ar, isto enquanto diminuiu a percentagem de ozono.

Face a isto, os ambientalistas concluem que as medidas implementadas pela autarquia, para melhorar o ar que os madrilenos respiram, falharam por completo os seus objectivos, admitindo apenas que ajudaram a tornar mais visível o problema.

Se a isto juntarmos o incumprimento dos limites impostos pela União Europeia, que estipulou em 2010 uma redução de 40 microgramas por metro cúbico, é mais que provável que venham a ser impostas pesadas multas à capital. A alternativa passa pelo incremento de uma zona central em que não circulem veículos poluentes e uma área maior do que a actual em que os modelos mais antigos, como os que não possuem filtros de partículas, não tenham acesso.