Coreia do Norte

Seul questiona Pyongyang sobre a suspensão da visita de uma delegação

Menos de um dia depois de ter proposto enviar uma comitiva ao Sul para preparar os eventos culturais que se realizarão à margem dos Jogos Olímpicos de Inverno, Pyongyang recuou.

KIM HEE-CHUL/EPA

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  • Agência Lusa

A Coreia do Sul instou este sábado a Coreia do Norte a explicar as razões por que suspendeu o projeto de enviar uma delegação para preparar os eventos culturais que se realizarão à margem dos Jogos Olímpicos de Inverno.

“Enviámos uma mensagem por fax ao Norte (…) exigindo uma explicação”, declarou à imprensa o ministro sul-coreano da Unificação, Cho Myung-Gyon.

Segundo o Ministério sul-coreano da Unificação, Pyongyang deu conta da decisão na véspera, menos de um dia depois de ter proposto enviar a comitiva para visitar as instalações onde decorrerão as atuações norte-coreanas.

Pyongyang tinha previsto enviar à Coreia do Sul, neste fim de semana, uma delegação de sete pessoas lideradas por Hyon Song-Wol, cantora e líder do grupo “Moranbong”, uma banda pop norte-coreana exclusivamente feminina.

A delegação deveria inspecionar os locais previstos para os eventos culturais que se realizarão em Seul e em Gangneug, no sul, durante os Jogos Olímpicos de Pyeongchang

Hyong Song-Wol, que é conhecida por ter sido namorada do número um da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, seria a primeira pessoa do Norte a visitar o Sul em quatro anos, se tudo tivesse corrido conforme previsto para este sábado.

Mas Pyongyang anunciou a Seul que suspendeu a visita, sem fornecer a razão desta suspensão e sem especificar se a visita foi cancelada ou simplesmente adiada.

“Comunicámos ao Norte a nossa posição, que é a de que todos os preparativos para a visita foram feitos e que o Sul e o Norte podem estabelecer uma nova data”, disse o ministro da Unificação Sul-coreano.

A Coreia do Norte aceitou, na semana passada, participar nos jogos de Pyeongchang, que se realizam a apenas 80 quilómetros a sul da Zona Desmilitarizada que divide a península.

Este acordo tinha vindo acalmar as tensões suscitadas nos últimos meses pelos programas nucleares e balísticos de Pyongyang.

Agora, os observadores temem que esta decisão, unilateral e abrupta por parte da Coreia do Norte, possa prejudicar os recentes encontros que os dois países têm desenvolvido para a celebração dos Jogos Olímpicos.

Durante a reunião de trabalho que Seul e Pyongyang realizaram na última segunda-feira, na qual a cantora Hyon participou, ficou estabelecido que a Coreia do Norte iria organizar durante os Jogos Olímpicos uma série de concertos e atuações em que participará um grupo de 140 músicos, cantores e dançarinos.

O grupo, chamado Orquesta Samjiyon, integrará a delegação da Coreia do Norte para os Jogos de Inverno, entre 09 e 25 de fevereiro, que também incluirá cerca de 230 pessoas, incluindo atletas e representantes do regime liderado por Kim Jong-un.

Seoul e Pyongyang fizeram duas reuniões de trabalho nas últimas duas semanas para discutir os detalhes dos Jogos Olímpicos, as primeiras em mais de dois anos, e também concordaram em retomar as reuniões de alto nível, encontros que o governo sul-coreano quer manter regularmente.

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