Dança

Três novas criações marcam ano da Companhia de Dança Contemporânea de Évora

A estreia de três novas coreografias, de Nélia Pinheiro, Gonçalo Andrade e Miguel Ramalho e Yola Pinto, são destaques da programação deste ano da Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE).

SERGEI ILNITSKY/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A estreia de três novas coreografias, de Nélia Pinheiro, Gonçalo Andrade e Miguel Ramalho e Yola Pinto, são destaques da programação deste ano da Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE).

“Tristão e Isolda”, de Nélia Pinheiro, “Silent tales of us”, da autoria dos jovens criadores Gonçalo Andrade e Miguel Ramalho, e “Wild, nenhum lugar é, sem um Génio…”, de Yola Pinto, são as novas produções, segundo divulgou este sábado a companhia de dança alentejana.

A primeira a estrear, a 12 de maio, no Cineteatro Avenida, em Castelo Branco, indicou a CDCE, vai ser “Tristão e Isolda”, que “acolhe o título da ópera de Wagner” e está inspirada “nos momentos marcantes do libreto”, mas que “não é uma revisitação” daquele clássico.

O projeto, sublinhou a companhia, em informação enviada à agência Lusa, tem como pano de fundo a temática da ópera, mas apresenta “uma viagem sensorial própria” que tem como “indutores as grandes questões” abordadas no clássico e que interessam à coreógrafa trabalhar, atualmente, como “a irracionalidade, o desejo, a dependência do ser humano perante o amor, a mulher”.

Em formato de dueto, com interpretação da própria Nélia Pinheiro e de um bailarino convidado da Companhia Nacional de Bailado (CNB), a obra apresenta uma “linguagem multidisciplinar entre a dança, o teatro, a música ao vivo, a arquitetura de cena e temas que potenciam um discurso contemporâneo sobre a condição humana”.

A criação vai ter excertos musicais de Wagner, articulados com música original do compositor César Viana, sendo as sonoridades contemporâneas interpretadas ao vivo pelo quarteto de cordas João Roiz Ensemble.

A estreia seguinte vai ser a de “Silent tales of us”, no Teatro Garcia de Resende, em Évora, a 19 de outubro, num projeto “nascido” de uma proposta de Gonçalo Andrade e Miguel Ramalho, bailarinos da CNB, à direção da CDCE.

“A obra será criada para o reportório artístico da CDCE e irá contribuir, tanto para o reforço da oferta artística da companhia na região e território, como para a afirmação do acolhimento de novos criadores portugueses no âmbito da atividade anual”, realçou a companhia.

Desenvolvido em residências descentralizadas no Marvila Dance Studio e nos estúdios da CNB, em Lisboa, assim como no Teatro Garcia de Resende, o espetáculo vai ser interpretado pelos dois criadores e por um bailarino convidado.

Já a criação de Yola Pinto, “Wild, nenhum lugar é, sem um Génio…”, é dirigida ao público infantil e à família. A estreia vai acontecer a 27 de novembro, em Évora, na Escola EB1 do Bairro de Almeirim.

Resultante de “um cruzamento entre a dança e o teatro físico”, a coreografia pretende questionar “a relação entre o homem e o meio ambiente, entre o progresso contínuo e os limites” do desenvolvimento e “as inevitáveis consequências no mundo físico e relacional”, referiu a companhia.

Este ano, além da criação artística própria e de atividades pedagógicas nas escolas e projetos formativos, a CDCE volta a promover o Festival Internacional de Dança Contemporânea, em Évora (outubro), e apresenta a programação regular da sua “Black Box”, de janeiro a julho, com espetáculos de outros autores na cidade e na região.

A aposta, em 2018, passa ainda pelo “reforço da internacionalização” da companhia, com a participação da obra “Terra Chã”, de Nélia Pinheiro, em festivais internacionais de dança na Tailândia e em Israel, a que se junta, em setembro, a apresentação de “Tristão e Isolda” em Copenhaga, na Dinamarca.

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