Ambiente

Reino Unido. Estudo pede carros menos poluentes

A conclusão é de um estudo agora divulgado: três em cada quatro carros vendidos, em 2030, no Reino Unido, terão de ser de emissões reduzidas, para que o país possa atingir as metas definidas.

Autor
  • Francisco António

O Comité para as Alterações Climáticas do Reino Unido acaba de divulgar um estudo, segundo o qual as emissões só atingirão os níveis definidos pela União Europeia, caso três quintos dos carros e comerciais ligeiros vendidos no território, em 2030, emitam menos de 75 g/km de CO2.

De acordo com este mesmo estudo, intitulado “Avaliação Independente da Estratégia para o Crescimento Limpo do Reino Unido”, a Grã-Bretanha, a Escócia, a Irlanda do Norte e o País de Gales estão obrigados a reduzir, em conjunto, cerca de 44% das suas emissões até 2030, face aos números de 2016. Algo que só será possível com uma maior aposta nos veículos de baixas emissões, como é o caso dos híbridos, como o Toyota Prius, ou de propostas exclusivamente eléctricas, como o Nissan Leaf.

Segundo noticia o britânico AutoExpress, o documento alude ainda à ambição do Governo britânico de que, em 2030, entre 30 e 70% das vendas de automóveis novos sejam de veículos de baixas emissões, defendendo que, para isso, “será necessário avançar igualmente sobre as gamas mais altas”. Nas quais, uma alteração mínima no tipo de veículos, de 60%, será o ideal.

O documento também afirma que “poderá ser necessário acabar com a venda de veículos a gasolina e a gasóleo, até ao final de 2035”, antecipando assim, em cinco anos, o prazo definido inicialmente.

O estudo defende ainda a necessidade de “uma maior ambição” no domínio dos veículos comerciais ligeiros e médios, dos quais, pelo menos 40% estão obrigados a fazer a transição para soluções de mobilidade de menores emissões, até 2030. Recordando que, até ao momento, tem havido “poucas acções concretas” nesse sentido.

Hidrogénio promissor

Os autores do documento não vêem os veículos eléctricos, híbridos e híbridos plug-in como a única solução para baixar as emissões, admitindo igualmente a possibilidade de o hidrogénio vir a ser “a energia dominante e o principal impulsionador da economia em 2050”, movendo “todos os automóveis ligeiros e comerciais”. Isto, desde que seja feito investimento numa “estrutura [de abastecimento] abrangente”.

No relatório, é pedido ao Governo “um mais forte compromisso”, no sentido de alcançar os objectivos definidos para o clima, embora não deixando de alertar para a possibilidade de “insuficiências em termos de entregas”. Nomeadamente, quando visto à luz de objectivos como aquele que o Executivo britânico já anunciou, de fazer com que “praticamente todos os carros ou comerciais a circularem nas estradas do país sejam zero emissões, até 2050”.

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