Moçambique precisa de 447 milhões de meticais (6,1 milhões de euros) para enfrentar os estragos provocados pela chuva e ventos ciclónicos que atingiram o centro e norte do país nas últimas duas semanas, anunciou esta terça-feira a porta-voz do Conselho de Ministros.

“No total, mais de 80 mil pessoas foram afetadas, o que significa perto de 16 mil famílias”, disse Ana Comoana.

A porta-voz falava à imprensa no final da primeira sessão do Conselho de Ministros de Moçambique em 2018.

O mau tempo na região começou no dia 08, com rajadas de vento a atingirem 85 quilómetros por hora, além de descargas atmosféricas e chuvas fortes, acima dos 200 milímetros em 24 horas.

O Governo moçambicano possui apenas 160 milhões (2,1 milhões de euros) disponíveis e, neste momento, estão a ser mobilizadas fontes internas e externas para a arrecadação do valor necessário, referiu Ana Comoana.

“Agora estamos a apostar na assistência comunitária”, acrescentou a porta-voz, lembrando que, devido à chuva, os níveis das albufeiras de quase todo o país subiram.

Desde outubro, 21 pessoas morreram, sendo as províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia são as mais afeitadas pelas tempestades, típicas desta altura do ano.

No geral, o Governo prevê serem necessários de mil milhões de meticais (mais de 14 milhões de euros) para atender às necessidades de toda a época chuvosa de 2017/2018, segundo o Plano de Contingência aprovado no ano passado.

Entre outubro e abril de cada ano, Moçambique é atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral.