Vulcões

Vulcão nas Filipinas continua em erupção, 40 mil pessoas procuram abrigo

O monte Mayon, o vulcão mais ativo das Filipinas, continuou esta terça-feira a emitir lava e cinzas, obrigando cerca de 40 mil habitantes a procurar abrigo em centros de evacuação.

FRANCIS R. MALASIG/EPA

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  • Agência Lusa

O monte Mayon, o vulcão mais ativo das Filipinas, continuou esta terça-feira a emitir lava e cinzas, obrigando cerca de 40 mil habitantes a procurar abrigo em centros de evacuação. A lava foi projetada até 700 metros acima da cratera do Mayon e as nuvens de cinza alcançaram os três quilómetros durante a noite e madrugada, segundo o instituto sismológico das Filipinas.

Uma erupção explosiva ocorrida cerca do meio-dia de segunda-feira foi a mais poderosa desde que o vulcão entrou em atividade, há mais de uma semana, o que levou as autoridades a subir o nível de alerta para quatro numa escala de cinco e a alargar a zona de perigo para um raio de oito quilómetros a partir da cratera.

As autoridades alertaram que uma erupção violenta pode ocorrer nas próximas horas ou dias, caracterizando-se por mais estrondos e emissões de gases e resíduos vulcânicos a temperaturas muito elevadas que descem a encosta do monte muito rapidamente, vaporizando tudo à sua passagem.

Milhares de pessoas foram retiradas das suas casas, incluindo pelo menos 12.000 que depois regressaram, já com erupções mais suaves. As autoridades tiveram dificuldade em evitar que habitantes regressassem para ver como estavam as suas casas e plantações, e até para assistir a uma luta de galos na aldeia de Santo Domingo, apesar dos riscos e das patrulhas da polícia.

Um responsável local admitiu mesmo ordenar o corte de luz e água na zona interdita para desincentivar o regresso a casa.

“O castigo para quem desrespeitar a lei natural é a pena de morte”, avisou, comentando que se alguma pessoa for atingida pelos resíduos vulcânicos, não sobreviverá.

Não há até ao momento registo de vítimas. Vários voos domésticos foram cancelados e os aviões têm instruções para evitar a área. As cinzas vulcânicas atingiram esta segunda-feira mais de uma dezena de localidades na província de Albay e também na vizinha Camarines Sur, prejudicando a visibilidade.

“Era como se fosse de noite, ao meio-dia. Havia visibilidade zero em algumas áreas devido à espessura da cinza que caía”, descreveu um outro responsável local. Mais de 30.000 máscaras e cerca de 5.000 sacos de arroz, além de medicamentos, água e outros bens, foram enviados para os centros de evacuação, disse o diretor regional do gabinete de segurança civil.

Por agora, a reserva de comida, água ou medicamentos é suficiente, mas pode esgotar-se se a erupção se prolongar até fevereiro, alertaram as autoridades.

O Mayon, na província de Albay, no nordeste do arquipélago, registou cerca de 50 erupções nos últimos 500 anos. Em 2013, cinco alpinistas morreram neste local devido a uma erupção de cinza, quando se tinham aventurado até à zona da cratera, apesar dos avisos em contrário.

A erupção mais destrutiva do vulcão, em 1814, matou mais de 1.200 pessoas e soterrou a localidade de Cagsawa. As Filipinas, que tem mais de 20 vulcões ativos, assenta no chamado “Anel de Fogo”, uma linha de falhas sísmicas no Pacífico, onde sismos e atividade vulcânica são frequentes.

Em 1991, o Monte Pinatubo, no norte das Filipinas, teve uma das maiores erupções vulcânicas do século passado, matando cerca de 800 pessoas e cobrindo aldeias e cidades de cinzas.

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