O Serviço Nacional de Migração (Senami) de Moçambique quase que multiplicou por seis a receita com multas a estrangeiros em situação ilegal e os portugueses estão entre os mais infratores, anunciou esta quinta-feira o organismo. O Senami arrecadou 11 milhões de meticais (148 mil euros) em 2017, contra dois milhões de meticais (26 mil euros) em 2016, referiu a porta-voz da instituição, Cira Fernandes, durante uma conferência de imprensa em Maputo.

As multas foram aplicadas a cerca de 15 mil cidadãos estrangeiros, o que representa dois por cento do total de um milhão de pessoas de outros países que entraram em Moçambique no último ano, acrescentou.

A maior parte dos infratores eram de nacionalidade indiana, cerca de cinco mil, seguindo-se os portugueses, com cerca de quatro mil pessoas, e a comunidade paquistanesa com dois mil cidadãos. Entre as infrações registadas destaca-se a caducidade de vistos e de Documento de Identificação e Residência para Estrangeiros (DIRE), bem como a falta de comunicação sobre a alteração de elementos de identificação.

O aumento de receita com as multas aplicadas resulta “da intensificação das ações de fiscalização, colaboração com outras autoridades e denúncias populares”, afirmou a porta-voz. A cidade de Maputo, Tete e Nampula tiveram o maior registo de casos de estrangeiros em situação ilegal em 2017, concluiu.