Restaurantes

De manhã é que se começa o dia: um roteiro de pequenos-almoços em Lisboa e no Porto

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Há os saudáveis, os calóricos, os internacionais e os instagramáveis. Dizem que é a refeição mais importante do dia, por isso fomos à procura dos melhores pequenos-almoços de Lisboa e do Porto.

Entre Porto e Lisboa, escolhemos 14 sítios para tomar o pequeno-almoço e há menus para todos os gostos.

Getty Images/iStockphoto

Qual brunch, qual quê. Renunciámos à refeição importada e voltámos ao clássico pequeno-almoço. Afinal, já há cada vez mais sítios a servi-lo até mais tarde. No último ano, o amor pelas panquecas voltou a bater forte, enquanto a moda da comida saudável (açaís e companhia) continua na ordem do dia. Uma coisa é certa: a comida tem de ser fotogénica, tal como são os espaços. Em Lisboa e no Porto, o ambiente onde escolhe tomar a primeira refeição do dia também conta e para que seja prefeito descascam-se paredes, desempoeiram-se velharias e penduram-se espécies herbáceas no teto. Vale tudo, só pelo pequeno-almoço.

Dear Breakfast

Rua das Gaivotas, 17, Lisboa. De terça a sexta, das 9h às 16h, e sábado e domingo, das 9h às 17h. Preço médio: 14€

Depois de meio mundo ter andado com a febre do brunch, teve de ser um francês a mostrar que o pequeno-almoço prevalece sobre qualquer moda e que além disso também pode ser servido num espaço cheio de pinta. Não há dúvidas, está no nome. No Dear Breakfast, o forte são os ovos — Florentine, Rothko, Benedict –, como em qualquer pequeno-almoço de substância que se preze. E olhe que nunca é demasiado tarde para o dejejum. Aqui, os pequenos almoços são servidos até às quatro da tarde (até às cinco ao fim-de-semana), o mais crítico é mesmo conseguir sentar-se à primeira. Conte com um tempo de espera considerável, sobretudo ao sábado e ao domingo. Os ingredientes são locais, até onde o bem guarnecido eixo do Poço dos Negros permite, o espaço é inspirado naquela vibe minimal cool, muito branco, com plantas e revistas de culto, mesmo a puxar à publicação matinal no Instagram, no fundo, outro tipo de alimento. Podia ser em Brooklyn, mas é em Lisboa.

© André Carrilho/Observador

Delidelux

Rua Alexandre Herculano, 15 A, Lisboa. De segunda a sexta, das 8h às 23h, e sábado e domingo, das 9h às 23h. Preço médio: 5€

Além de ser um clássico, é também uma boa opção para os madrugadores. Com dois espaços em Lisboa — um em Santa Apolónia e outro junto à Avenida da Liberdade –, o Delidelux tem três menus de pequeno-almoço, servidos até ao meio-dia. No fundo, cumpre os mínimos. Dizem que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia, mas regra geral toda a gente dispensa que seja a mais demorada… e a mais cara. A lista de opções começa tímida, com uma sanduíche, um sumo natural ou uma bebida quente e um café, mas chega a ingredientes mais sofisticados como o abacate, o requeijão e o sumo verde.

© Paulo Barata

Frutaria

Rua dos Fanqueiros, 269, Lisboa. De terça a domingo, das 9h às 19h. Preço médio: 15€

É uma mistura de lanchonete trendy com uma frutaria à moda antiga. É que nem faltam as caixas de madeira com fruta do dia. O foco desta Frutaria está na comida saudável, a provar que até a primeira refeição do dia pode fugir aos habituais excessos calóricos. A fruta, lá está, é o ingrediente-rei e entra em todo o tipo de receitas, das panquecas e papas de aveia às taças de açaí, granola e iogurte. O rol de sumos e smoothies também dá gosto, em parte por terem nomes sugestivos como Pick Me Up, Green Goddess, Immunity Booster e Ginger Ninja. No que toca ao menu da casa, não se deixe enganar pelo nome. Chama-lhe brunch, mas o facto é que está pronto a sair para a mesa logo a partir das nove da manhã.

© Divulgação

Nicolau Lisboa

Rua de São Nicolau, 17, Lisboa. De segunda a sábado, das 8h30 às 20h, e domingo, das 9h às 20h. Preço médio: 14€

A pergunta que importa é só uma: será que a febre millennial em torno do Nicolau Lisboa ainda dura? Esperamos que não. Até há pouco tempo era difícil arranjar uma mesa à primeira e também não se percebia muito bem se quem já estava instalado demorava mais a comer ou a fazer produções fotográficas. Tudo é legítimo, menos desfalecer de fraqueza no meu da Baixa. Uma vez lá dentro, não corre esse risco. É que o Nicolau Lisboa é uma espécie de paraíso dos pequenos-almoços, brunches e lanches desta vida. Tem bebidas quentinhas, sumos, batidos, cocktails e mimosas, que tanta falta fazem numa mesa. O resto são torradas, tostas, bowls, tapiocas, panquecas e todos os ovos do mundo. É só querer.

© Divulgação

Copenhagen Coffee Lab

Rua Nova da Piedade, 10, Lisboa. De segunda a sexta, das 8h às 19h, e sábado e domingo, das 9h30 às 19h. Preço médio: 6,50€

Há um tipo muito próprio de pequeno-almoço, aquele que gira em torno de um bom café e que, de boa vontade, dispensa os sólidos. No que toca a bom café, os peritos estão no Príncipe Real. A torrefação fica mesmo em Copenhaga, na Dinamarca, mas é em Lisboa que se desdobra em métodos de preparação e combinações. Não é por isso que o Copenhagen Coffee Lab deixa de ter menu de pequeno-almoço. Inclui pão fresco, manteiga, marmelada, iogurte, cereais e, claro, café.

© Divulgação

Fábrica Lisboa

Rua da Madalena, 121, Lisboa. De terça a sexta, das 8h às 20h, e sábado e domingo, das 9h às 19h. Preço médio: 8€

É aquele sítio pequeno, quentinho, acolhedor e altamente “instagramável”, apesar de às vezes faltar recuo para fotografar a bela estante cheia de utensílios de cozinha do século passado (partindo do princípio de que não se vai querer sentar ao colo do turista que está a lanchar). A Fábrica Lisboa tem o charme de outro tempos, mesmo que o menu não seja tão elaborado como os de outros cafés ali à volta. É para quem aprecia as coisas simples: o croissant com queijo (que também pode vir para a mesa numa versão XL, com dois ovos estrelados, tomate, queijo, fiambre, salada e batata frita) e o leite com chocolate Ucal.

© Divulgação

Fauna & Flora

Rua da Esperança, 33, Lisboa. De terça a sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 10h às 17h. Preço médio: 13€

Abriu em novembro do ano passado para combinar dois tipos de cozinha: a saudável e a caseira. Bem sabemos que nem sempre os dois registos são compatíveis, mas não custa tentar. Os produtos são sempre da época, isso é ponto assente, e as receitas andam à boleia do que os lisboetas e os cidadãos do mundo procuram, para comer e para fotografar. Joana Faria, uma das sócias do Fauna & Flora, destaca as especialidades da casa: a tosta de abacate, ovos escalfados e cebolinho e as panquecas com bacon, ovo estrelado, maple syrup e cebola caramelizada. Não interessa se são dez da manhã ou oito da noite. Aqui, tudo sai a qualquer hora em nome do aconchego.

© Divulgação

Tartine

Rua Serpa Pinto, 15 A, Lisboa. De segunda a sexta, das 8h às 20h, e sábado e domingo, das 10h às 20h. Preço médio: 14€

Tartine, outro clássico, mas com pronúncia francesa. O segredo está no pão, feito na casa e seguindo os métodos de quem mais percebe do assunto (os franceses, precisamente). Bolas, baguetes, croissants, pães de deus, scones e brioches — é certo que nem só de pão vive o homem, mas para começar o dia há poucos substitutos à altura. Os acompanhamentos são todos a que se tem direito: ovos nas mais variadas confeções, panquecas e bolos. Existe um menu de pequeno-almoço (9€), mas passa ao lado destes ingredientes de gente rica. Ainda assim, vale a extravagância. Bon appétit!

© Divulgação

Pop Cereal Café

Rua do Norte, 64. Todos os dias, das 9h à meia-noite, Lisboa. Preço médio: 4,50€

Falar de pequenos-almoços sem ir ao sítio que nos faz relembrar as manhãs de sábado em que víamos desenhos animados com uma tigela de cereais à frente simplesmente não faz sentido. Vamos lá então bater à porta de um dos poucos botecos do Bairro Alto onde não se serve álcool. Com cerca de 100 variedades prontas a servir, o Pop Cereal Café leva o lema da comida confortável muito sério, tão a sério que além de mesas e cadeiras já providenciou um beliche para acomodar os clientes. Os cereais chegam dos quatro cantos do mundo e manda a tradição que sejam comidos com leitinho. Mas como isso já não o que era, hoje há quem os coma com iogurte, toppings diversos, com bolas de gelado à mistura e até na forma de milkshakes. Realmente, ele há gostos para tudo.

© Tiago Pais/Observador

Wish Slow Coffee House

Lx Factory, Rua Rodrigues Faria, 103, Lisboa. De segunda a quinta, das 8h30 às 19h30, sexta, das 8h30 às 20h30, e sábado e domingo, das 9h30 às 20h30. Preço médio: 12€

Quando a Wish Slow Coffee House abriu, em 2015, aprendemos um palavrão novo: poffertjes. Hoje, as mini panquecas holandesas, servidas quentes e polvilhadas com açúcar em pó, continuam a ser as estrelas do menu. O que não quer dizer que não haja outras coisas: croissants, sumos naturais, omeletes, fruta e iogurte. O café também tem muito que se lhe diga. É de saco, torrado todas as semanas e passado na hora.

© Divulgação

Flaviis

Rua da Cedofeita, 13. De terça a domingo, das 10h às 23h30, Porto. Preço médio: 14€

Ovos, torradas, taças saudáveis e panquecas. Então depois de pôr os olhos nestas últimas, é difícil apagar a imagem da mente. O Flaviis abriu em agosto e embora apregoe o brunch aos quatro ventos, a ementa está cheia de boas sugestões para a primeira refeição do dia. Afinal, para quê esperar pelo meio-dia, quando pode mandar vir uma torre de panquecas com chocolate, banana, frutos vermelhos, Nutella, manteiga de amendoim, chantilly, coco e canela logo às dez? No que depender de nós, está à vontade.

© Divulgação

Zenith

Praça de Carlos Alberto, 86, Porto. De domingo a quinta, das 10h às 19h (fecha à terça), e sexta e sábado, das 10h à 1h. Preço médio: 18€

Se resumíssemos a reta final de 2017 em meia dúzia de spots da moda, o Zenith teria obrigatoriamente de entrar na equação, a começar pela localização, em plena baixa portuense. Atrás disso, vem aquela decoração supimpa, moderna e sem pretensões a grandes luxos. Afinal, o que mais interessa é a comida, no aspeto e no sabor, e quanto a isso uma coisa é certa: não lhe vai faltar nada. Comecemos pelas bebidas, com opções tão habituais como o latte e o cappuccino e alternativas bem mais sofisticadas, caso do chai e do matcha latte, celebridades do Pinterest e melhores amigos de influenciadores e trendsetters por esse mundo fora. Do lado da comida, é a avalanche expectável. Entre taças saudáveis, panquecas, ovos, granolas e tapiocas, é bem capaz que saia a rebolar e só pare na Ribeira.

© Divulgação

Sical

Praça Dona Filipa de Lencastre, 29, Porto. De segunda a quinta, das 7h às 19h30, e sexta e sábado, das 7h às 2h. Preço médio: 7€

A isto se pode chamar um pequeno-almoço de campeão (exceto para os ingleses, para eles é só normal). No histórico Sical, os painéis do pintor Júlio Resende não são o único tesouro a conservar. O pequeno-almoço inglês a 5,70€ também está entre as tais coisas que não convém deixar morrer. Num só prato, o menu junta bacon, salsicha, chouriço, ovo estrelado, feijão, tomate e tostas de pão alentejano. Não se vá já embora, falta dizer que a especialidade é servida de manhã à noite.

© Divulgação

O Diplomata

Rua de José Falcão, 32, Porto. De segunda a sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 10h às 16h. Preço médio: 8€

O Diplomata pode ter uma ementa bem apetrechada, mas é sobretudo pelas panquecas que a maioria dos portuenses (e não só) entra no café da Baixa. O serviço é aquilo a que se chama tailor-made, de tal maneira que ainda hoje não sabemos como é que os proprietários resistiram à ideia de batizar o negócio de “paquecaria”. O freguês escolhe tudo na sua panqueca: a massa (seis opções), a cobertura (11 opções), a fruta (nove opções), o gelado (oito opções) e o elemento estaladiço (outras nove opções). Ir ao Diplomata é ter de fazer umas quantas escolhas difíceis. Para facilitar, o café tem quatro menus de brunch predefinidos (que podem facilmente ser apropriados para fins de pequeno-almoço) e os preços variam entre os 6e e os 10€.

© Divulgação

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