O treinador da seleção nacional de futebol do Brasil, conhecido como Tite, anunciou este sábado que a equipa não fará a tradicional visita ao Presidente da República, em ano de campeonato do mundo de futebol, devido ao clima de corrupção.

“Não vou de todo. Nem antes do Campeonato do Mundo nem depois, nem perdendo nem ganhando” o título, disse Tite, cujo nome verdadeiro é Adenor Leonardo Bacchi, em entrevista à TV Record.

É tradição, no Brasil, que a seleção nacional de futebol visite o Presidente da República, em Brasília, antes ou depois da competição, para os jogadores e equipa técnica receberem as medalhas de mérito.

O Campeonato do Mundo disputa-se na Rússia, em junho e julho, e as eleições presidenciais brasileiras estão marcadas para outubro.

O Brasil vive um conturbado momento político, estando ‘obrigado’ a aprovar reformas estruturais para garantir a manutenção do crescimento económico depois de dois anos de recessão, e levou mesmo ao adiamento da cimeira luso-brasileira, prevista para o início do próximo mês.

O adiamento da XIII Cimeira Luso-brasileira, anunciado no final da semana passada, resulta de um pedido do Presidente brasileiro, Michel Temer, ao seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, que deseja permanecer no país para angariar apoios e garantir a aprovação da reforma no sistema de pagamentos de pensões, projeto que voltará a ser discutido no início de fevereiro pelo Congresso brasileiro.