Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Jorge Jesus ganhou (e faz questão de reforçar isso mesmo sempre que pode) ao serviço do Sp. Braga a entretanto extinta Taça Intertoto, em 2008, mas o primeiro troféu nacional, após uma final da Taça de Portugal perdida pelo Belenenses frente ao Sporting em 2007, foi mesmo a Taça da Liga de 2010, no comando do Benfica. No final, o técnico não conseguiu evitar as lágrimas e dedicou a conquista ao pai, Virgolino.

“Normalmente nunca dedico vitórias à minha família mas… Hoje vou dedicar ao meu pai… Os adeptos do Benfica que me perdoem, mas hoje vou dedicar ao meu pai”, atirou visivelmente emocionado na flash após o triunfo por 3-0 com o FC Porto na final.

Fosse pelo lado mais pessoal que Jesus tanto valoriza, fosse pela vertente profissional, essa Taça da Liga ficou marcada na memória do treinador, que dificilmente poderia imaginar que, em nove anos, chegaria ao triunfo seis vezes. Ou seja, em mais de metade das edições da nova prova nacional criada em 2008.

Nas duas primeiras temporadas, as coisas nem começaram bem, sendo afastado em eliminatórias iniciais da prova quando comandava o Belenenses (derrota nas grandes penalidades com o Portimonenses por 4-3, após o empate a uma bola) e o Sp. Braga (derrota em Vila do Conde com o Rio Ave por 1-0 na primeira fase de grupos).

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A partir daí tudo mudou e Jesus tornou-se numa espécie de especialista em Taças da Liga, falhando apenas por uma vez a vitória nos seis anos em que orientou o Benfica quando perdeu nas meias-finais de 2013 com o Sp. Braga no Minho após desempate por grandes penalidades (3-2). De resto, só triunfos: 3-0 com o FC Porto em 2010; 2-1 com o P. Ferreira em 2011; 2-1 com o Gil Vicente em 2012; 2-0 com o Rio Ave em 2014; e 2-1 com o Marítimo em 2015.

Nesse defeso, Jorge Jesus mudou-se para o Sporting e apenas à terceira tentativa voltou a ganhar a Taça da Liga, após ficar na fase de grupos em 2016 (segundo do grupo ganho pelo Portimonense) e em 2017 (segundo do grupo onde passou apenas o V. Setúbal). Foi o segundo troféu pelos leões, após a Supertaça de 2015, e conseguiu um outro registo: os leões, que vão numa série de 28 jogos seguidos sem derrotas entre Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga, igualaram o Benfica, passando a ser as únicas equipas portuguesas que já venceram pelo menos uma vez todas as provas do calendários nacional.