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Cinco curiosidades sobre Ingvar Kamprad, o homem que, literalmente, deu o nome à IKEA

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Esteve envolvido num movimento nazi, só pediu um empréstimo na vida e quando esteve em Portugal preferiu a Carris a motorista privados. Saiba 5 curiosidades sobre Ingvar Kamprad, o fundador da IKEA.

Ingrad Kamprad morreu este domingo, com 91 anos.

AFP/Getty Images

O fundador da IKEA, Ingvar Kamprad, morreu este domingo aos 91 anos. Descanse, este artigo não precisa de um livro de instruções para o ler, apenas lhe deixamos cinco curiosidades sobre o homem que criou a maior cadeia de móveis em todo o mundo, colocando os seus produtos em milhões de lares em todo o mundo.

Esteve envolvido com grupos nazis (mas pediu desculpa)

Em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, foi membro do partido nazi da Suécia. Chegou a doar dinheiro para o partido. Esse envolvimento foi noticiado em 1994 por um jornal sueco, como explica o The Guardian em 2004. Para resolver a controvérsia, o empresário enviou uma carta a todos os funcionários a explicar que se tinha tratado de “um erro de juventude”. Várias vezes após a descoberta deste facto o conhecido gestor pediu desculpas por ter colaborado com o partido.

Quando veio a Portugal ficou numa pensão (e usou o autocarro)

Em 2006 o jornal Expresso dava a notícia. Dois anos depois de a primeira loja IKEA em Portugal abrir em Alfragide, Ingvar Kamprad decidiu visitar a loja. Tinha, na altura, 80 anos e já era multimilionário. Apesar disso, entre todos os hotéis da capital portuguesa, terá escolhido a Pensão Alegria, na Praça da Alegria, para pernoitar. E não foi o único ato que surpreendeu. Para visitar a loja foi de táxi, e, para voltar, utilizou o autocarro 14 da Carris.

Viajava de avião em classe turística (mesmo quando já era rico)

Esta é uma das muitas características mais conhecidas acerca deste que era um dos homens mais ricos do mundo, que costumava comprar roupa em segunda mão. As deslocações, como se viu quando visitou Portugal, eram sempre económicas. Normalmente optava pela transportadora low cost EasyJet — e pela classe turística — segundo contou o Daily Mail em 2008. A mesma publicação conta que Kamprad foi, certo dia, impedido de entrar numa cerimónia onde iria receber um prémio. Razão? Os seguranças viram o milionário a sair de um autocarro, à chegada, e suspeitaram que o homem não era quem dizia ser.

Só pediu um empréstimo na vida (e foi para comprar canetas)

Antes do IKEA e dos móveis mais conhecidos do mundo, Kamprad vendeu outros produtos. Agora a loja oferece lápis aos clientes, mas no início da década de 40, a procura por material de escrita era grande, especialmente por canetas. Foi assim que, segundo conta na autobiografia, pediu um empréstimo de cerca de 500 coroas suecas (cerca de 50 euros, à altura) para importar 500 canetas de Paris. Ingvar afirmava que este foi o primeiro e último empréstimo que fez na vida.

Os nomes dos móveis estranhos (e o mote: “é melhor vender 600 cadeiras a um preço mais baixo, do que 60 a um preço mais alto”)

Uma das principais características dos famosos móveis suecos é a escolha dos nomes (Billy e Applaro não são os nomes de mobília em sueco). Qual é, então, a explicação? Segundo contou a irmã de Kamprad (como reportou o Mirror), o multimilionário tinha dislexia e dificuldade em decorar os códigos numéricos. A solução para o problema passou por dar nomes aos móveis que vendia. E vendeu muitos — até porque o seu mote era: “é melhor vender 600 cadeiras a um preço mais baixo, do que 60 a um preço mais alto”.

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