Rádio Observador

Honda

Robôs (ainda) não conseguem substituir humanos, diz Honda

Apesar da crescente automação e robotização da indústria, a marca nipónica garante que, na produção automóvel, nenhum robô consegue substituir as aptidões humanas. Ou, pelo menos, não no imediato.

Autor
  • Francisco António

Numa época em que a constante evolução da robótica e automação levanta dúvidas quanto à possibilidade de muitas das funções desempenhadas por humanos, na indústria, poderem vir a ser desempenhadas por robôs, a Honda veio garantir que não existem soluções robóticas ou humanóides capazes de, por exemplo, “substituir o toque ou as sensações humanas, como a observação, a audição ou o cheiro”.

A afirmação foi feita pelo director de operações da fábrica da Honda em Marysville, no estado norte-americano do Ohio. Numa entrevista à agência noticiosa Bloomberg, Tom Shoupe destacou a importância da intervenção humana no processo final de montagem dos veículos. Garantindo mesmo que, pelo menos nesta unidade de produção, o nível de automação não mudou muito, desde a abertura. Com a fábrica a utilizar apenas cerca de 20 robôs na linha de produção.

“Não acredito que os robôs possam substituir-nos”, afirma à mesma publicação James Erwin, funcionário há já 15 anos na fábrica da Honda de Marysville. Salientando que os robôs “não têm a destreza manual ou a capacidade de decisão que nós temos”.

Visões diferentes, resultados distintos

Nesse mesmo sentido têm vindo a caminhar construtores como a Mercedes-Benz ou a Toyota, com o fabricante alemão, por exemplo, a apostar cada vez mais em humanos, para fabricar os seus carros.

Opção contrária é adoptada pela americana Tesla, materializando aquilo que Elon Musk já defendia, em Agosto de 2016, numa videoconferência sobre os planos de automação da empresa, em que afirmava que “não é possível ter pessoas na linha de produção propriamente dita”. Porque, segundo ele, tal levaria a que a velocidade de produção acabasse por “cair para a velocidade que os humanos conseguem manter”.

O fundador da Tesla defendia então que “há ainda muita gente na fábrica, embora aquilo que essas pessoas estão incumbidas de fazer seja, basicamente, manter as máquinas, evoluí-las e resolver quaisquer anomalias. No entanto, no processo de produção propriamente dito, já praticamente não existem humanos”.

Embora seja difícil dizer quem está com a razão, se a Honda ou a Tesla, a verdade é que enquanto o fabricante japonês não regista quaisquer problemas de produção nas suas fábricas, a Tesla debate-se, há muito tempo, com dificuldades na sua linha de montagem, as quais têm levado a sucessivos adiamentos na entrega do Model 3.

Recomendador: descubra o seu carro ideal

Não percebe nada de carros, ou quer alargar os horizontes? Com uma mão-cheia de perguntas simples, ajudamo-lo a encontrar o seu carro novo ideal.

Recomendador: descubra o seu carro idealExperimentar agora
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)