Donald Trump procurou uma mensagem de conciliação, ao mesmo tempo que declarou aberto o “novo momento americano”.

Este é o nosso novo momento americano. Nunca houve uma altura tão boa para começar a viver o sonho americano. Por isso digo a cada cidadão a assistir em casa, independentemente de onde tenham estado e de onde vêm: esta é a vossa altura. Se trabalharem arduamente, se acreditarem em vocês, se acreditarem na América, então conseguem sonhar com tudo e ser tudo. E junto seremos capazes de conseguir absolutamente qualquer coisa.”

À ideia do “novo momento americano”, juntou os velhos chavões do patriotismo norte-americano.

Juntos, vamos redescobrir a maneira americana. Na América, sabemos que são a fé e a família, e não o governo e a burocracia, que estão no centro da vida americana. O lema é: ‘Confiamos em Deus’. E celebramos as nossas crenças — a nossa polícia, o nosso exército, os veteranos como heróis que merecem o nosso apoio total e inabalável.”

Sobre o impasse causado pela política de imigração, que já levou a um shutdown e pode levar a outro, apelou à negociação entre o Partido Democrata e o Partido Republicano.

Durante as próximas semanas, a Câmara dos Representantes e o Senado vão votar um pacote de reformas para a imigração. Nos últimos meses, a minha administração tem reunido várias vezes com democratas e republicanos para criar uma abordagem consensual para imigração. Com base nessas discussões, apresentámos ao Congresso uma proposta detalhada que deve ser apoiada pelos dois partidos como um compromisso justo. Um compromisso onde ninguém pode ter tudo o que quer, mas onde o país passa a ter as reformas críticas de que necessita e que tem de ter.”

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Donald Trump voltou a falar sobre a aposta nas infraestruturas, uma área onde consegue apoio dos dois lados da barricada partidária, pedindo ao Congresso que apoiasse um investimento de 1,5 mil milhões de dólares nessa área.

Vamos construir novas estradas, pontes, autoestradas, ferrovias e canais marítimos em toda a nossa terra. Vamos fazê-lo com o coração americano, com mãos americanas e com grit americana [Nota: em inglês, ‘grit’ significa tanto ‘coragem’ como ‘brita’].”

Em questões de defesa, Donald Trump voltou a insistir numa escalada do armamento dos EUA, que encara como uma solução inevitável.

Temos de modernizar e reconstruir o nosso arsenal nuclear, esperando que nunca tenhamos de usá-lo, mas tornando-o tão forte e poderoso que chegará para dissuadir qualquer ato de agressão. Talvez um dia haja um momento mágico em que os países do mundo se vão juntar para eliminar as suas armas nucleares. Infelizmente, ainda não chegámos lá.”

No panorama internacional, Donald Trump falou pouco de “aliados” e mais de “inimigos”. E, entre estes, a Coreia do Norte voltou a merecer destaque.

Basta olhar para o caráter depravado do regime da Coreia do Norte para perceber a natureza da ameaça nuclear que ele representa para a América e para os nossos aliados.”