Democracia

Portugal ao nível do Chile e Botsuana no Índice da Democracia mundial

Numa lista de 167 países, Portugal é o 26º no que diz respeito à qualidade da democracia. Fraca participação e pouca cultura política colocam o país ao nível da Costa Rica, Chile ou Botsuana.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Miguel Santos Carrapatoso

Portugal tem uma “democracia com falhas”, pouco participada, com reduzida cultura política e ao nível de países como Costa Rica, Chile ou Botsuana. Estas são algumas das conclusões da revista The Economist, que publicou o seu mais recente Índice de Democracia, onde compara a saúde do regime de 167 países.

Num ranking que avalia critérios como a qualidade do processo eleitoral, o funcionamento do Governo e do Parlamento, a participação dos cidadãos, a cultura política e o respeito pelos direitos civis, Portugal ocupa o 26º lugar em termos mundiais, longe de países com uma democracia mais madura como Noruega, Islândia ou Suécia, os primeiros do ranking global.

Se a comparação for circunscrita à Europa Ocidental, onde foram avaliados 21 países, Portugal é apenas 16º, atrás de países como Áustria, Malta, Espanha e Itália. Só supera França, Bélgica, Chipre, Grécia e Turquia.

Apesar de registar indicadores positivos no que concerne ao funcionamento do processo eleitoral e ao respeito pelos direitos civis, Portugal tem desempenhos modestos no que diz respeito ao funcionamento do Governo e Parlamento, mas, e sobretudo, nos indicadores que avaliam o envolvimento dos cidadãos na construção do regime democrático e a literacia política.

Em 11 anos (os últimos dados apresentados são relativos a 2006), Portugal perdeu pontos no que diz respeito à qualidade democrática: em 2006, Portugal registava um resultado de 8.16; agora, apresenta um score de 7.84, numa escala de 0 a 10.

São consideradas “democracias com falhas” todas aquelas em que existem, naturalmente, eleições livres e justas, mas onde há fatores que afetam o regime democrático, como atropelos à liberdade de imprensa, fraca cultura política e baixos níveis de participação. Há ainda outras três categorias: “democracias completas”, “híbridas” e “regimes ditatoriais”.

Segundo a The Economist, entre os 167 países avaliados, existem 19 democracias completas, 57 democracias com falhas, 39 regimes híbridos e 52 ditaduras. O último lugar do ranking é ocupado pela Coreia do Norte.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Democracia

O custo da não-participação

Vicente Ferreira da Silva
136

Manter a liberdade e/ou a democracia é mais difícil do que a conquistar. Fará diferença, para quem não participa, viver em democracia ou em ditadura?

Democracia

Votos para 2019: Conversação civilizada /premium

João Carlos Espada

Os meus votos para 2019 são de re-descoberta das boas tradições demo-liberais fundadas na perpétua conversação civilizada entre perspectivas rivais, a “corrente de ouro” de que falava Churchill.

Partidos e Movimentos

Uma alternativa à Geringonça

Carlos Guimarães Pinto

As hipóteses eleitorais da Iniciativa Liberal são as de um partido novo sem figuras do sistema politico-mediático nem apoio de um grupo de comunicação como sucede com Santana/Impresa e Ventura/Cofina.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)