A Câmara Municipal de Lisboa e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vão lançar um programa de apoio a pessoas com mais de 65 anos, cujo montante de investimento ascende a 100 milhões de euros.

Numa nota divulgada pelo município é referido que este “programa integrado de apoio à população idosa” será denominado “LisBoa, cidade de todas as idades”, e o primeiro passo para a sua implementação será dado na sexta-feira, com a assinatura de um protocolo entre as duas entidades.

No comunicado, o município refere que este “programa pretende diminuir o isolamento social dos idosos que vivem em Lisboa, e que constituem um quarto da população da cidade”, constituindo-se como “o maior e mais ambicioso programa de investimento na rede de cuidados, apoio domiciliário ou a requalificação do espaço público, tornando-o mais amigo dos idosos”.

Fonte do município avançou à agência Lusa que o projeto estará divido em três eixos – vida ativa, vida autónoma, e vida apoiada.

A medida com maior orçamento, 40 milhões de euros, destina-se à construção de “oito equipamentos com valência de Estrutura Residencial Para Idosos e cuidados continuados”, que deverão estar ao serviço da população até 2021.

No eixo da vida ativa estão previstas seis medidas, de caráter anual, entre as quais o Fórum da Participação Lx+65 (espaço de debate para a população e organizações, com o objetivo de identificar preocupações e propostas de solução da comunidade) que terá um investimento de 60 mil euros.

Este eixo contempla também um investimento de 352 mil euros repartidos pelas medidas Cultura +65, que prevê a “atribuição de descontos” no acesso a equipamentos e programação, Desporto +55, para “promover a prática desportiva e estilos de vida saudáveis, de forma acompanhada e monitorizada em parceria com Juntas de Freguesia”, Iniciativas 65+, e ainda o Passe +65, que pretende “facilitar a mobilidade através do acesso mais barato ao transporte público”.

A parcela da vida ativa prevê ainda 90 mil euros para apoio ao associativismo, acrescentou a fonte municipal.

Já o eixo da vida autónoma integra também uma série de propostas que se irão desenrolar até 2021, à exceção dos Espaços InterAge (para a requalificação dos centros de dia em espaços abertos à comunidade e a todas as gerações), cujo prazo de execução se estende até 2026, e tem um valor alocado de 12 milhões de euros.

Segundo a mesma fonte, a segunda proposta que terá um investimento maior dentro deste eixo é o Programa Bairro 100% Seguro, que irá destinar 10 milhões de euros à adaptação do espaço público (entre passeios, passagens de peões e paragens de autocarro).

O acordo irá destinar também quatro milhões de euros para um serviço de teleassistência e para um programa municipal de adaptação de habitação privada para a promoção da segurança e autonomia, denominado “Casa Aberta”.

A fonte apontou que está prevista ainda uma bolsa de habitação para pessoas com mobilidade reduzida, e um serviço de apoio ao cuidador informal, para o qual estão previstos 250 mil euros por ano, até 2021.

O programa “LisBoa, cidade de todas as idades” contempla ainda a criação de um fundo de cinco milhões de euros no eixo vida apoiada, destinado a ajudar “entidades da rede social com respostas para pessoas idosas, para aquisição de equipamentos e reabilitação de imóveis” até 2021.

A câmara será representada pela presidente, Fernando Medina (PS), e pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa o documento será assinado pelo provedor, Edmundo Martinho.