Luís Filipe Vieira rejeita qualquer envolvimento com as práticas que o ligam à ‘Operação Lex’ e à investigação que o coloca sob suspeita. De “forma peremptória”, o presidente do Benfica assume que está “de consciência totalmente tranquila. Não pratiquei qualquer ilícito que me possa ser imputado. É, aliás, com enorme estupefação que vejo o meu nome associado a este processo”, declarou num comunicado divulgado esta sexta-feira.

No comunicado (que pode ler mais abaixo), o dirigente benfiquista reforça que nada teme e que será “intransigente e determinado na defesa do prestígio, imagem e futuro do Sport Lisboa e Benfica”. Garante ainda estar disponível para colaborar com a justiça para que seja possível “a pronta reposição e esclarecimento da verdade”.

Leia aqui, na íntegra, as declarações de Luís Filipe Vieira:

No decurso desta semana, o meu nome tem sido associado a um processo judicial que tem alimentado as mais diversas especulações, algumas já desmentidas, sobre factos respeitantes à minha vida pessoal e enquanto Presidente do Sport Lisboa e Benfica.
Afirmo, de forma peremptória, que estou de consciência totalmente tranquila. Não pratiquei qualquer ilícito que me possa ser imputado. É, aliás, com enorme estupefacção que vejo o meu nome associado a este processo.
Nunca, ao longo dos meus sucessivos mandatos como dirigente e Presidente do Sport Lisboa e Benfica, confundi ou misturei a minha vida pessoal e profissional com a instituição Sport Lisboa e Benfica.
As minhas origens nunca estarão em causa. Sou o mesmo de sempre que chegou ao Benfica, há 18 anos. Agora com mais cabelos brancos.
Confio na Justiça. Espero e exijo dela a pronta reposição e esclarecimento da verdade, para o qual manifesto a minha total disponibilidade.
Quero transmitir a todos os meus amigos, a todos os benfiquistas e aos portugueses em geral que nada temo e que estou tranquilo porque estou seguro da minha conduta em todos os domínios da minha vida.
Por último, reafirmo que serei intransigente e determinado na defesa do prestígio, imagem e futuro do Sport Lisboa e Benfica.

Lisboa, 2 de fevereiro de 2018

A ‘Operação Lex’, que nasceu de uma investigação anterior, denominada Rota do Atlântico, centra-se nas suspeitas de corrupção, recebimento indevido de vantagem, branqueamento de capitais, tráfico de influências e fraude fiscal. Na operação, desencadeada na terça-feira, foram realizadas 33 buscas, das quais 20 domiciliárias, nomeadamente às casas dos juízes rui Rangel e Fátima Galante e aos gabinetes do Tribunal de Relação, ao Sport Lisboa e Benfica, à casa de Luís Filipe Vieira e a três escritórios de advogados.

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Os interrogatórios judiciais dos cinco detidos começaram na quarta-feira ao início da noite no Supremo Tribunal de Justiça, onde o processo corre termos, dado que envolve dois juízes desembargadores, e é dirigido pelo juiz conselheiro Pires da Graça.