Rui Rangel

Cinco arguidos da Operação Lex que estavam detidos saem em liberdade com termo de identidade e residência

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Os interrogatórios aos cinco arguidos detidos no âmbito da Operação Lex foram conduzidos pelo juiz conselheiro Pires da Graça. Todos saem agora em liberdade com termo de identidade e residência.

Foram realizadas 33 buscas no âmbito da Operação Lex. O juiz conselheiro Souto Moura acompanhou as buscas na casa de Rui Rangel

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Cinco dos 12 arguidos da Operação Lex (os únicos que estavam detidos) ficaram a conhecer na madrugada deste sábado, no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa, as respetivas medidas de coação.

O Ministério Público havia pedido termo de identidade e residência para todos os cinco arguidos, acrescendo a isto a proibição de contactos entre eles e uma caução de 15 mil euros para Jorge Barroso e Octávio Correia. O juiz conselheiro Pires da Graça (que conduziu os interrogatórios desde quarta-feira) aplicou mesmo o termo de identidade e residência e proibição de contactos, mas apenas um advogado (a nota emitida na madrugada deste sábado pelo Supremo Tribunal de Justiça não especificou qual) pagou uma caução mais pesada, de 25 mil euros.

Os cinco arguidos que estavam detidos são o advogado José Santos Martins, o filho Bernardo Santos Martins, o advogado Jorge Barroso, Otávio Correia (oficial de justiça) e Rita Figueira (ex-mulher de Rui Rangel).

A Operação Lex investiga suspeitas de corrupção/recebimento indevido de vantagem, branqueamento de capitais, tráfico de influências e fraude fiscal. Foram realizadas 33 buscas, das quais 20 foram domiciliárias. Entre os arguidos estão ainda os juízes desembargadores Rui Rangel e Fátima Galante, mulher do magistrado, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, o vice-presidente do clube, Fernando Tavares, e o ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol João Rodrigues.

A investigação corre no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e surgiu na sequência de uma certidão extraída do processo Rota do Atlântico que, em 2016, culminou na detenção de José Veiga e de Paulo Santana Lopes. Foi depois de analisar ao detalhe as contas de Veiga que a PJ chegou a Rui Rangel.

Suspeita-se que o magistrado tenha recebido dinheiro para influenciar processos cuja apreciação caía no Tribunal da Relação, um tribunal de recurso. Em causa estarão quatro recursos.

[Os talões, o seguro e os emails a pedir dinheiro. Veja no vídeo alguns indícios contra Rui Rangel e as polémicas do juiz]

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