No campo da electrificação e honra lhe seja feita, a Toyota deu o pontapé de saída, isto para recorrer à terminologia futebolística. Com o Prius, que fabrica desde 1997, o construtor japonês passou a oferecer um veículo híbrido que conjugava um motor a gasolina ou outro eléctrico, solução que permitia reduzir ligeiramente os consumos, sobretudo em utilização citadina, que o construtor depois alargaria a outros modelos da gama.

O Prius nunca mais parou de evoluir e, em 2012, adicionou uma versão híbrida plug-in (PHEV) à apenas híbrida, à custa de um motor eléctrico mais potente e uma bateria de maior capacidade, que podia ser recarregada quando ligada à rede. Isto tornou o Prius PHEV ainda mais versátil e mais eficaz, tanto mais que permitia percorrer até 50 km em modo eléctrico.

À tecnologia híbrida e PHEV, a Toyota juntou o Mirai em 2014, o primeiro veículo eléctrico vendido em série, cujo motor é alimentado pela energia produzida a bordo através de uma célula de combustível a hidrogénio. À marca japonesa falta apenas um eléctrico a bateria, recarregável através da rede, a moda do momento em que o construtor só apostou tardiamente, mas que veremos nos stands da casa a partir de 2020.

Com toda esta panóplia de modelos eléctricos e electrificados, não admira que a Toyota tenha transaccionado 1,52 milhões de unidades em 2017, quando estava apenas previsto ultrapassar a fasquia dos 1,5 milhões em 2020. Em 20 anos, a Toyota já vendeu 11.47 milhões de automóveis electrificados, com os quais afirma ter poupado o ambiente em 90 milhões de toneladas de CO2.

Em 2030, este fabricante nipónico espera estar a comercializar 5,5 milhões de veículos electrificados por ano, sendo que nessa altura a esmagadora maioria – para não dizer a totalidade – será 100% eléctrica.