Há dois anos que a BMW é ultrapassada pela rival Mercedes, no que respeita às vendas de automóveis, situação que, segundo os responsáveis pelo construtor de Munique, está em vias de ser resolvida. Pelo menos esta é a posição do seu CEO, Harald Krüger, que prometeu “ultrapassar as vendas da Mercedes até 2020”.

Já lhe falámos aqui da disputa que estes dois construtores mantêm acesa no que respeita aos resultados dos respectivos grupos, com o Grupo BMW a incluir também as vendas da Mini e da Rolls-Royce, enquanto a Daimler aglutina os resultados da Mercedes e da Smart, uma vez que a anémica Maybach foi descontinuada em 2012. Esta é uma guerra que o Grupo BMW lidera, não por mérito da BMW, mas porque a Mini vende muito mais do que a Smart.

Desta vez, do que se trata é o frente-a-frente entre BMW e Mercedes, uma guerra germânica entre Munique e Estugarda, para ver quem é o emblema mais forte no segmento das marcas de luxo. E, neste duelo em particular, a BMW que liderou durante 10 anos, é desde 2016 batida pela Mercedes, tendo comercializado em 2017 um total de 2,09 milhões de veículos, contra os 2,29 da sua rival. E este avanço da Mercedes tem revelado até tendência para aumentar, tanto mais que em 2017 as suas vendas aumentaram 9,9%, contra 4,2% da BMW, fruto de uma gama renovada de SUV e um Classe A mais apelativo do que o Série 1, a que é forçoso aliar um melhor desempenho na China, o maior mercado do mundo no que respeita aos automóveis.

Segundo Krüger, a “finalidade é ser líder nas vendas, mas igualmente na satisfação dos clientes”, apesar do responsável máximo da BMW reconhecer que não vai ser tarefa fácil. Além das vendas e qualidade do serviço, estes dois fabricantes digladiam-se no que respeita à mobilidade sustentável, onde ambos querem igualmente ser os melhores. Assim, enquanto a BMW é dona da DriveNow, ParkNow, ChargeNow e possui o seu próprio instituto de Mobility Research, a Mercedes possui a Car2go (uma app de carsharing, tipo Uber), o Mytaxi e o Moovel, uma aplicação que facilita a deslocação do ponto A para o B, dentro da cidade. E este será outro sector em que tanto a BMW como a Mercedes querem destacar-se, sendo que, neste domínio, há muitos mais rivais na disputa pela primazia, mesmo aqueles que não estão directamente associados a construtores de automóveis.