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Nova presidente da Raríssimas devolveu o BMW ao stand

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Sónia Margarida Laygue, que sucedeu a Paula Brito e Costa na liderança da Raríssimas, devolveu o carro topo de gama que ainda estava na Casa dos Marcos. O veículo custava 921 euros/mês à associação.

A nova presidente da Raríssimas tomou posse há um mês

MÁRIO CRUZ/LUSA

Quando rebentou o escândalo sobre a Raríssimas e a respetiva presidente, Paula Brito e Costa, muito se falou sobre o BMW 520 D que a dirigente da Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) utilizava para as deslocações diárias entre a casa e o trabalho – e que custava 921 euros por mês à associação.

Agora, o Jornal de Notícias conta que a nova presidente da Raríssimas já devolveu o carro topo de gama ao stand. Segundo o mesmo jornal, Sónia Margarida Laygue sentia-se incomodada com a presença do veículo nas instalações da Casa dos Marcos, na Moita, e decidiu devolvê-lo. Ao que parece, o acordo de devolução ao concessionário já estava fechado há duas semanas: de recordar que, neste mesmo concessionário, trabalha o sobrinho de Manuel Delgado, o ex-secretário de Estado da Saúde que se demitiu no seguimento da polémica.

A nova presidente – que tomou posse há um mês e desde logo afastou Paula Brito e Costa do cargo de diretora-geral – está a realizar uma auditoria interna às contas da Raríssimas. Sónia Margarida Laygue quer perceber em que pé estão as finanças da associação e, para tal, decidiu não tocar nos cofres da IPSS. Ao ponto de, segundo avança o JN, ter comprado com o próprio dinheiro os materiais para a celebração do Dia Mundial das Doenças Raras (que se assinala a 28 de fevereiro). A única exceção é o valor necessário para garantir os tratamentos diários dos utentes e o pagamento de salários.

Na passada semana, a direção da Raríssimas reuniu com os trabalhadores para discutir o ponto de situação da associação e ficou decidida a criação de uma comissão coordenadora, formada por elementos das chefias da Casa dos Marcos, para liderar os serviços e solucionar os problemas mais imediatos e quotidianos.

Paula Brito e Costa, a antiga presidente da Raríssimas, foi constituída arguida pelos crimes de peculato, recebimento indevido de vantagens e falsificação de documentos.

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