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Petrobras

Petrobras nega ter fornecido dados falsos sobre poluição ambiental

A Petrobras assegura que respeita "a legislação ambiental aplicável no país", depois de a investigação mostrar que estaria a ocultar o impacto ambiental real causado pela exploração de petróleo.

ANTONIO LACERDA/EPA

A petrolífera brasileira Petrobras, que é investigada por supostamente violar a lei ambiental do Brasil e fornecer dados falsos sobre a análise da poluição da água, negou esta segunda-feira as acusações, alegando que os seus dados são confiáveis e verdadeiros.

“A Petrobras esclarece que envia dados confiáveis e verdadeiros regularmente” e que respeita “a legislação ambiental aplicável no país”, afirmou a empresa, em comunicado. “Todas as plataformas de produção da empresa são devidamente licenciadas pelo órgão ambiental”, acrescentou.

De acordo com o jornal brasileiro O Globo, a Petrobras é investigada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela polícia federal por supostamente promover uma contaminação ambiental no litoral e por alegadamente ter fornecido dados falsos sobre a análise de poluição da água.

De acordo com a investigação, a Petrobras estaria a ocultar o impacto ambiental real causado pela sua atividade de exploração de petróleo no mar. Neste sentido, a Petrobras disse no mesmo comunicado que está a negociar um termo de compromisso com o Ibama e que considera “a migração para outro método de medir o teor de óleo e graxa (TOG) dos efluentes das plataformas marítimas”.

O método utilizado para medir poluição usado pela Petrobras data de 1986 e será substituído em breve, de acordo com a empresa. Para a diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, a mudança do método representa uma evolução. “Vamos evoluir, reforçando o nosso compromisso e respeito pelo meio ambiente”, afirmou.

Um relatório técnico divulgado pelo jornal O Globo indicou que a petrolífera estatal estaria a subestimar a quantidade de óleos e gorduras despejadas no oceano por plataformas como a P-51, localizada na bacia de Campos, no norte da costa do estado do Rio de Janeiro.

“O total dos resultados reais apresentou valores bem acima do limite máximo permitido diariamente, atingindo o resultado real de 1,925% maior que o resultado relatado”, diz a investigação do Ibama e da polícia federal.

O relatório técnico também apontou que uma quantidade do petróleo que não aparece “nos valores subinformados” pela companhia de petróleo está causando “inúmeros episódios de manchas de óleo no mar numa ampla gama de plataformas que chegam a dezenas de quilómetros”.

De acordo com o jornal, indícios sobre problemas ambientais causados pela Petrobras foram obtidos durante a operação Ouro Preto, realizada pelo Ministério do Trabalho no início do ano passado para detetar irregularidades nas condições laborais dos empregados da companhia.

Isso levou o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro a iniciar uma outra investigação focada em irregularidades ambientais, ainda que uma acusação formal sobre este caso ainda não tenha sido apresentada. A Petrobras tem estado no foco de órgãos de Justiça brasileiros desde o início da Operação Lava Jato, em 2014, que descobriu desvios milionários de dinheiro que ocorreram dentro da companhia de petróleo.

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