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Câmara do Porto garante que CTT vai substituir “todas as estações fechadas” na cidade

A Câmara Municipal do Porto garante ter recebido dos CTT a informação de que todas as lojas fechadas na cidade vão ser substituídas. Desde 2011, 11 estações dos CTT encerraram no Porto.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O vereador da Economia da Câmara do Porto, Ricardo Valente, revelou esta terça-feira ter recebido dos CTT a informação de que “todas as estações fechadas” no concelho “vão ser substituídas por outras, algumas até de maior dimensão”.

O vereador da maioria liderada pelo independente Rui Moreira falava na sessão pública camarária, referindo-se a uma “reunião que os CTT tiveram na Câmara do Porto”, para responder a questões da CDU sobre o encerramento da estação de correios do Amial, confirmada à Lusa na quinta-feira pela empresa, e que vai juntar-se ao fecho, anunciado em janeiro, de balcões na Praça da Galiza, Boavista, e na Asprela, em Paranhos.

A Câmara do Porto aprovou em janeiro, por unanimidade, uma moção de protesto contra o encerramento de balcões dos CTT, mas Ricardo Valente disse hoje ser necessário “aguardar” pela implementação do plano da empresa, notando que “o modelo dos CTT tem de mudar e passa muito por agências de proximidade que não são necessariamente estações de correios”.

“Os CTT vieram à Câmara do Porto informar sobre o plano para a cidade. Ainda não é público, mas garantiram que, do ponto de vista do serviço, todas as estações fechadas vão ser substituídas por outras, algumas até de maior dimensão”, revelou Ricardo Valente. Manuel Pizarro, do PS, vincou que “a realidade que existe são os encerramentos” e que, se a empresa “tem boas notícias, devia ser do seu interesse divulgá-las”.

Pizarro considerou estar em curso “uma operação de desmantelamento do serviço postal universal”, com “a cumplicidade do Governo e da Anacom”. “A partir de 2020, quando acabar a atual concessão, vamos ter de pagar pelo serviço postal universal. Isto até pode acontecer, mas não vai ser com o meu silêncio”, frisou o socialista.

Ricardo Valente recusou “entrar em julgamentos prévios”. “Não podemos omitir que o modelo dos CTT tem de mudar e passa muito por agências de proximidade”, afirmou o vereador.

Álvaro Almeida, eleito pelo PSD, observou que, “ao fechar num sítio para abrir um quilómetro depois, [os CTT] estão a deslocar-se para onde está a procura”. “Isto, no pressuposto de que por cada posto encerrado será aberto um novo”, disse.

A vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, observou que a loja que os CTT dizem estar a instalar junto ao hospital de São João, para substituir a do Amial, fica distante desta zona, não servindo, por isso, os interesses da população. A administração dos CTT revelou na quinta-feira à Lusa que a estação de correios do Amial vai encerrar e que “será substituída pela nova loja CTT São João (nas proximidades do Hospital), atualmente em fase de instalação”.

Na reunião camarária de 9 de janeiro, a Câmara do Porto aprovou por unanimidade protestar contra o encerramento de balcões dos CTT, pedindo ao Governo medidas para garantir o serviço público de proximidade, mesmo que a empresa esteja a honrar os compromissos da privatização.

A recomendação foi apresentada pela vereadora da CDU, mas a redação final do texto foi sugerida pelo presidente da Câmara, o independente Rui Moreira, tendo levado toda a Câmara a manifestar “o seu protesto face à anunciada intenção de encerramento de mais balcões dos CTT no Porto, atendendo ao serviço público que assim fica prejudicado”.

De acordo com este documento aprovado pela Câmara do Porto no início de janeiro, “desde 2011 e até ao fim de 2017, foram encerradas no concelho “11 estações dos CTT”,

O presidente da autarquia, Rui Moreira, classificou na ocasião os dois novos encerramentos anunciados como “absolutamente preocupantes”, manifestando-se “absolutamente de acordo” com as preocupações da CDU quanto à cidade do Porto, “onde se têm transferido custos para as Juntas de Freguesia”.

“Temos um Estado cada vez mais exíguo que parece que está capitulando”, observou Moreira naquela sessão de janeiro, notando que o serviço postal “continua a ser essencial para muitas pessoas”.

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