O Ministério da Saúde vai trabalhar em conjunto com a organização internacional mothers2mothers (em português, de mães para mães) a partir deste mês para combater a transmissão vertical (de mãe para filho) do vírus HIV, anunciaram as duas entidades.

“A transmissão vertical do HIV permanece teimosamente alta” em Moçambique, de acordo com uma avaliação da organização não-governamental consultada esta terça-feira pela Lusa.

O cenário fez com que o Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio do SIDA (PEFAR) – um dos principais financiadores da luta contra o HIV/sida em Moçambique – e o Ministério da Saúde pretendam “revitalizar a estratégia de ‘mães para mães’ junto das comunidades”, sublinha.

Moçambique passa a ser o oitavo país da África subsariana em que a organização não-governamental vai aplicar o seu programa de mães mentoras, em que mulheres infetadas com HIV ajudam mulheres grávidas ou em amamentação a prevenir a transmissão do vírus para os filhos.

O trabalho da m2m vai ser feito “através de uma combinação de prestação de serviços diretos nas instalações de saúde, parceria com outras ONG e fornecimento de assistência técnica ao Ministério da Saúde e organizações”, anuncia.

A parceria de dois anos vai decorrer nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia no centro de Moçambique, onde há maior prevalência de HIV.

Dados de 2017 revelam que 130.000 mulheres grávidas precisam de antirretrovirais em Moçambique, segundo a organização.

Um em cada oito moçambicanos vive com HIV, de acordo com as mais recentes estimativas, tornando-se um dos países mais afetados pela epidemia, conclui.