Os pais da menina de 11 anos que deu à luz em Espanha, tal como noticiado no início desta semana, dizem-se “envergonhados”. O casal de bolivianos, que até ao momento do parto desconheceriam a gravidez da filha, recusam-se a falar com os meios de comunicação, mas fontes próximas do casal garantiram ao El Español que a família está envergonhada pelo sucedido e que não quer fazer qualquer tipo de declaração oficial “já que todos se conhecem” dentro daquela comunidade.

O pai do filho da menina de 11 anos será o irmão, de 14. Segundo noticiado, o ato sexual terá sido consentido. Apesar disso, como a mãe tem menos de 16 anos, o caso pode ser considerado crime, uma vez que a lei espanhola determina que os menores de 16 anos não têm maturidade suficiente para decidir por si próprios no que diz respeito a casos como estes. O rapaz vai agora viver para um centro de menores. 

A família reside em Múrcia há oito ou nove anos, sendo que ambos os pais trabalham muitas horas. Segundo várias fontes, o período de tempo em que estão fora de casa poderá constituir um factor de risco para os dois filhos, de 11 e 14 anos. Ainda de acordo com uma fonte que quis permanecer anónima, a gravidez da menina resultou de “irresponsabilidade por ignorância”. “Não acredito que [os pais] não estivessem conscientes do estado da criança. Simplesmente deixaram passar, esperando que ninguém desse conta, ou talvez não quiseram aceitar a realidade.”

Alguns membros da comunidade boliviana disseram ao El Español que a notícia em causa pode ser danosa porque dá uma imagem da comunidade que não corresponde à realidade. Este não é, no entanto, um caso isolado. Existem outros casos que, apesar de não terem terminado em gravidez, implicaram relações entre menores dentro da comunidade visada.