Música

Dez anos de RED Trio com 17 músicos: os números perfeitos do improviso no Maria Matos

A banda portuguesa, inspirada pelo free-jazz e com carreira internacional, vai celebrar uma década com 17 músicos em palco. "Foram dez anos incríveis", dizem, em entrevista ao Observador.

Gabriel Ferrandini (baterista, à esquerda), Rodrigo Pinheiro (pianista, ao centro) e Hernâni Faustino (contrabaixista, à direita) formam os RED Trio

Sara Rafael

O número de músicos — 17 — é pouco habitual para um concerto (exceto se este incluir orquestra ou uma big band tradicional, o que não acontecerá) mas há um outro, mais redondo, que o justifica. O RED Trio, o mais antigo coletivo ainda em atividade a compor e atuar de forma improvisada, celebra em 2018 o décimo aniversário e vai festejá-lo com um espectáculo à partida único (porque provavelmente irrepetível — “talvez daqui a 10 anos” o voltem a fazer, brincam, mas dificilmente com os mesmos intérpretes) no Teatro Maria Matos, em Lisboa, já este sábado, dia 10. O concerto começa às 22h e os bilhetes custam 12 euros.

Com um percurso internacional de destaque no sub-mundo da música de improviso, a formação composta pelo pianista Rodrigo Pinheiro, o baterista Gabriel Ferrandini e o contrabaixista Hernâni Faustino (todos com projetos paralelos) já colaborou com músicos de renome como o trompetista americano Nate Wooley, o clarinetista nova-iorquino Jason Stein, o saxofonista inglês John Butcher e o vibrafonista sueco Mattias Ståhl. Os dois últimos, aliás, estão incluídos na “banda de celebração” que acompanhará o trio — também ele já com extensa carreira internacional — em Lisboa.

[Oiça uma playlist dos RED Trio cedida pela banda ao Observador:]

Mantendo a aposta na experimentação — que se ouve depois na música do coletivo, habitualmente com ecos de eletrónica, música clássica e em especial do free-jazz –, o trio não revisitará em palco temas já editados (dos seus oito discos, entre os quais se destacam RebentoNorth and the Red Stream, de 2013, Mineral, de 2014, Live in Munich, de 2015 e Summer Skyshift, de 2016). Em vez disso, Faustino, Ferrandini e Pinheiro compuseram três peças sonoras (cada um compôs uma) que vão tocar e transformar em palco, cada um com convidados escolhidos a seu gosto — Mattias Ståhl é o único que fará o pleno.

Não há ainda grandes certezas sobre o que esperar, sabe-se apenas que os três vão partilhar palco com “músicos que admiram” e trazer “perturbações” para o interior da banda. Afinal, foram elas que os fizeram crescer, explica o pianista Rodrigo Pinheiro, numa entrevista dada ao Observador no jardim da Gulbenkian, em Lisboa, em representação da banda, e em que se falou muito da improvisação, esse mecanismo “profundamente humano” (defende Nate Wooley) que permite “acentuar as fraquezas, os defeitos, as virtudes e as potencialidades de um músico” (defende o português). Na hora dos balanços, só se queixam de uma coisa:

Em Portugal, em geral há poucos sítios para tocar e foi isso que fez com que tivéssemos de nos virar lá para fora. Podia haver mais sítios porque acho que até há público interessado. Talvez as coisas estejam um bocado centradas em Lisboa, também.”

É mais fácil apontar o que mudou ou o que se manteve nestes dez anos?
É difícil [dizer]… Aquilo que se manteve foi a vontade de nos conhecermos e de perceber, fomentar e espelhar na música a forma como interagimos. Acho que esse processo tem-se mantido sempre, estamos sempre à escuta, atentos àquilo que o outro está a fazer em palco e a reagir a isso. Aquilo que mudou? Acho que quando ouvimos agora as gravações que fazíamos no início, vemos que há uma diferença incrível. Em dez anos uma pessoa muda, ganhámos todos muito mais experiência como músicos, tocámos noutros projetos, cada um tocou com outras pessoas — de outras áreas, até — e acaba por trazer isso para o trio. Isso foi uma coisa que sempre achámos positiva, as influências externas ou as ‘perturbações’, porque permite também mudar aos poucos o som. Às vezes estamos em concerto e há um certo tipo de interação que só tínhamos no início e de repente volta. Até acabamos por sorrir, por nos divertir com isso.

Embora hoje apareçam mais grupos de música improvisada, em 2008 o cenário era outro. Foi difícil na altura imporem a ideia?
Sim… Conheci o Hernâni num concerto no Hot Clube e o que acontecia, pelo menos cá em Portugal, era que a improvisação livre estava muito restrita a situações ad-hoc [pontuais]. Os músicos encontravam-se para um concerto, tocavam e nunca mais se encontravam. Lembro-me de estar a falar com o Hernâni ao jantar, antes desse concerto, sobre isso, que era uma coisa que nos preocupava e que seria bom conseguir dar continuidade à improvisação — até porque criar um grupo é algo que nos permite crescer como músicos. O que aconteceu é que, passado um mês ou dois, o Hernâni convidou-me a mim e ao Gabriel — que eu na altura não conhecia — para formar o trio. Se formos ver a história da improvisação livre, lá fora houve sempre grupos que se formavam, estáveis, que duram dezenas de anos. Cá em Portugal não era tão vulgar, não havia nessa altura nenhum grupo regular de improvisação livre. Nesse aspeto fizemos uma coisa diferente. Na altura houve algumas pessoas que acharam um bocado estranho.

Mesmo no meio do jazz não houve alguma resistência, que entretanto já se pode ter esbatido um pouco?
Do mainstream? Sim, quer dizer… Ao longo destes anos senti um bocado isso, que havia duas barricadas, dois grupos que estavam muito separados. E às vezes havia um bocado de tensão. Mas acho que isso está a esbater-se cada vez mais, já há músicos do mainstream que estão a fazer improvisação e há músicos da improvisação que estão a fazer jazz mais mainstream. E acho que isso é super positivo. Para ser sincero, essa questão não era propriamente a nossa preocupação na altura.

Há um texto do trompetista americano Nate Wooley, escrito a propósito da colaboração dele com o RED Trio, em que fala muito sobre o que é a improvisação, diz que se não é um processo completamente democrático — porque é sempre utópico chegar aí — é pelo menos “profundamente humano”. O que é que ela tem de especial?
Há muito que me interesso pela improvisação e em todas áreas: na música clássica, no jazz… Na música barroca, por exemplo, há os baixos contínuos que são improvisados. Eu em miúdo já sabia que existiam organistas eruditos que tinham essa tradição — em França, por exemplo, existem muitos — e depois também descobri o jazz. Sou da Covilhã e comecei desde muito cedo a participar em workshops com músicos ali da zona, convidavam-se músicos de Lisboa e de fora de Portugal para fazer workshops de improvisação. Lembro-me que uma das coisas que mais me impressionou foi perceber que aqueles músicos que via tocar estavam a improvisar e também senti é que há uma diferença muito grande quando se improvisa face a quando se está a ler ou tocar música que já está previamente estruturada. Há esse lado mais humano, há um acentuar das fraquezas, dos defeitos, das virtudes e das potencialidades de um músico… De repente tudo é canalizado para a música que se está a fazer. Nesse sentido estou de acordo com o que o Nate diz, o tipo de improvisação que nós fazemos — que é não haver quase nada combinado à priori — faz com que sejamos super sinceros connosco, com os músicos com que estamos a tocar e com as pessoas que estão a ouvir.

Quando fez esses workshops na Covilhã já tinha formação? Ou ainda era auto-didacta?
Já tinha formação. Eu comecei a estudar música no conservatório da Covilhã quando tinha cinco anos. Tive formação clássica e cheguei à improvisação mesmo pela música clássica, pela música contemporânea, não tanto pelo jazz.

Nota-se diferenças entre quem tem formação musical e quem é auto-didacta no momento de improvisar?
Não sei… Por exemplo o Hernâni é um músico auto-didacta, o Gabriel estudou… Para mim não sinto que seja um handicap. Ter muita formação numa área pode ser um problema ou uma vantagem, depende muito da maneira como ela é usada. Conheço músicos auto-didactas que são incríveis e conheço outros com formação — uns se calhar não tão interessantes, outros também incríveis. Tem tudo a ver com a maneira como se usa os recursos que se tem, com saber usá-los da melhor maneira possível. Sejam eles quais forem.

É mais estimulante atuar assim, por nunca haver dois concertos iguais?
Acho que é só diferente. Também é estimulante interpretar uma peça ou improvisar sobre acordes. A experiência é que é diferente, o que se sente, parece que vamos buscar outro tipo de energia e outro tipo de recursos…

Nesse texto o Nate Wooley referia isso, que só quando acabou o primeiro concerto dele com o RED Trio é que reparou que estava coberto de suor… estava abstraído das condições fisiológicas.
É, às vezes chega-se a um ponto em que parece que se transcende as limitações técnicas e físicas e de repente entramos num estado de super concentração, uma pessoa está super sensível ao que o outro está a fazer e de repente parece que um grupo é maior do que a soma das partes. Por acaso lembro-me desse concerto que demos com o Nate, foi em Nova Iorque e um daqueles que temos ótimas memórias. Correu muito bem, tanto que depois foi considerado um dos melhores concertos do ano por uma revista que era a New York Jazz Records (que era a antiga All About Jazz). Aconteceu quase logo depois de ter saído o disco que fizemos com ele.

A inspiração sem muitas horas de audição e treino é um mito? Isto é, a improvisação para poder funcionar requer essas bases?
Claro, não acredito naquela ideia da “tábua rasa”, esse estado é uma utopia. Quando estou no palco a tocar com outros músicos trago comigo tudo aquilo que ouvi, as horas e horas intermináveis de estudo que fiz. Agora a maneira como às vezes esses conhecimentos se encadeiam acaba por ser mais inconsciente.

Como foram os primeiros concertos de RED Trio?
Salvo erro o primeiro que demos foi ou na ZDB [Galeria Zé dos Bois] ou na Fábrica Braço de Prata… talvez na segunda. No início tínhamos muito mais contrastes, havia mais energia. O Gabriel tinha 19 anos na altura, tínhamos muitas descargas [ri-se]. Se calhar à medida que o tempo foi passando e fomos amadurecendo começámos a explorar outras coisas, talvez um pouco mais subtis. A música era muito diferente.

E as pessoas estavam preparadas para ela? Como é que reagiam?
Por acaso, ao longo destes dez anos fomo-nos surpreendendo sempre com a reação do público — não só aos concertos mas também aos discos. Acabou por ser tudo inesperado mas o público acabou por se identificar connosco. Temos tido muito bom feedback.

Há uns anos discutia-se muito se proporcionalmente o jazz americano não estava parado no tempo, por comparação com o europeu, talvez mais experimental e vanguardista…
O jazz não parou, como se vê até pela editora [portuguesa] Clean Feed, que continua a editar muito jazz feito nos Estados Unidos. O que pode ter acontecido, nos Estados Unidos e na Europa, é um esforço muito grande em sistematizar a linguagem. O bebop, por exemplo, está completamente sistematizado e é dado nas universidades… Claro que aí há esse risco: eu posso ir para uma universidade nos EUA, saio de lá com a bagagem teórica toda e depois acabo por tocar igual a todos os outros músicos, replicar. Mas acho que há músicos incríveis que estão a aparecer e a fazer trabalho original, eu estou sempre a ser surpreendido — apesar de não me considerar um músico de jazz (que é das músicas que eu mais gosto), o que faço é improvisação livre…

Em Portugal, paralelamente ao RED Trio, já há um bom número de projectos de música improvisada a impor-se?
Sim e é uma das coisas que me tem surpreendido mais ao longo destes anos. Quando começámos o RED Trio já estava na improvisação há alguns anos — neste momento tenho mais de 40, comecei para aí aos 17, vim para Lisboa aos 18 e estive sempre ligado ao movimento. Nessa fase inicial havia muito pouca gente, poucos sítios para tocar, muito poucos músicos… O que tenho verificado é que têm aparecido cada vez mais músicos interessantes, cada vez mais projetos sólidos. Estou-me a lembrar do Rodrigo Amado, do Luís Lopes, do Pedro Sousa, do David Maranha, do Sei Miguel… Mesmo lá fora a improvisação também tem crescido mas em Portugal cresceu a ponto de a revista The Wire ter feito um especial sobre o que se está a passar em Lisboa. Para um país que está afastado dos centros culturais da Europa é interessante o barulho que esta cena tem feito pelo mundo inteiro. Também há muitas editoras que têm contribuído para difundir o trabalho feito cá, a Clean Freed, a Creative Sources, a JACC Records…

Para o concerto do Maria Matos cada elemento escreveu uma peça, será um concerto tripartido. Presumo que pelo histórico do RED Trio as peças se revelem muito propícias a fugas…
Sim [sorri]. Nós não temos falado entre nós sobre o que cada um está a preparar, cada um está mais ou menos a guardar esse segredo até aos ensaios. Vamos ter dois dias de ensaio entre nós e depois um ensaio geral para alinhar toda a gente na mesma onda, convidados incluídos. Portanto, só posso falar sobre a minha parte. Os músicos que convidámos são todos improvisadores porque para mim não faz sentido estar a mudar isso, o que eu quero é puxar pelas qualidades de improvisação que os músicos que convidei têm. A minha peça acaba por ser só uma estrutura, com algumas sugestões que podem ou não ser seguidas pelos músicos. Parto do pressuposto que quer o Hernâni quer o Gabriel vão abordar o problema da mesma forma.

A presença de convidados serve para honrar a história do RED Trio? Sendo um trio, ao longo destes anos já atuaram e lançaram muitos discos fora desse formato, com muitas parcerias [com o saxofonista sueco Per Gärdin e o os instrumentistas polacos Piotr Damasiewicz e Gerard Lebik, entre outros, alguns dos quais já referidos].
Sim. Achámos sempre que trazer convidados servia antes de mais para podermos partilhar a música com outros músicos que admiramos, com quem gostaríamos de tocar e que têm mais experiência do que nós. Por outro lado, há a vontade de submeter o trio a esse tipo de ‘perturbações’ e tentar perceber como é que ele se adapta, por um lado, e como é que o convidado se adapta, por outro. É muito curioso ver que à medida que fomos trazendo convidados a nossa música transformou-se. Por exemplo, com o John Butcher acabámos por fazer música muito diferente do que costumamos fazer — mas acho que o John Butcher também mudou, quando ele toca connosco toca de maneira diferente. Ele se calhar tem uma posição mais radical na improvisação: lembro-me de que nos concertos que fizemos com ele em Portugal, sempre que pensávamos que tínhamos encontrado uma solução para o quarteto ele arranjava maneira de fugir. Foi interessante perceber que estarmos sempre a colocar-nos em situações desconfortáveis e procurar arranjar maneira de as resolver é difícil mas interessante e super divertido.

Essas colaborações anteriores são pistas para os convidados que vão ter no sábado, dia 10? Já podem revelá-los?
Sim, já podemos. Eu vou trazer convidados de áreas diferentes, uns que estão mais ligados a uma corrente que é o near silence – o Ernesto Rodrigues, o Nuno Torres, o Ricardo Jacinto. Também vou trazer o Luís Vicente, com quem tenho colaborado noutros projetos, o John Butcher, o Mathias Ståhl, o Carlos Santos na eletrónica… foram músicos com quem já toquei noutros contextos, mas penso que com o RED Trio só tocaram o Mathias Stahl e o John Butcher. Além dos músicos que vou convidar, sei que o Hernâni também vai convidar o Sei Miguel e a Fala Mariam. Dos que eu vou convidar há alguns que não vão estar na peça dele. O Gabriel é que se afastou um bocado mais das escolhas que eu e o Hernâni fizemos e vai trazer o Rodrigo Amado e o Miguel Mira (que fazem parte do Motion Trio do Rodrigo Amado), o David Maranha, o Miguel Abras e o Pedro Sousa. Ah, e o Mathias Ståhl também vai tocar com ele.

Há 10 anos que percorrem palcos nacionais e internacionais. Falta alguma coisa ao circuito português ?
Como pianista sinto falta de salas com bons pianos. Foi uma das coisas que nos dificultou um bocado o trabalho, há muitos sítios que nem sequer têm piano. Em Portugal, em geral há poucos sítios para tocar e foi isso que fez com que nós tivéssemos de nos virar lá para fora. Podia haver mais sítios porque acho que até há público interessado. Talvez as coisas estejam um bocado centradas em Lisboa, também.

Com a chegada a esta data redonda têm conversado e recordado os melhores momentos deste percurso? Têm feito uma retrospetiva?
Sim, sim. Acho que os primeiros anos foram muito intensos, de muito trabalho — ensaiávamos imenso, gravávamos os ensaios, ouvíamos e discutíamos, encontrávamos-nos muitas vezes para falar sobre os ensaios e sobre outra música de que gostávamos… Depois estivemos uma semana em residência para gravar o primeiro disco e de repente esse disco tem uma receção que não esperávamos e começamos a ser convidados para tocar fora. Esses primeiros anos foram muito positivos. O grupo entretanto mudou mas nós também mudámos muito por causa do grupo, mudámos como músicos e como pessoas. Graças ao grupo ganhámos experiências que de outra forma não teríamos, tocámos em imensos sítios, de Nova Iorque a Moscovo… Foram dez anos incríveis.

E depois da celebração, quais são os passos seguintes?
O RED Trio neste momento tem estado a colaborar em quinteto com o [trompetista e pianista alemão] Axel Dörner e o Mathias Ståhl. Já demos dois concertos, um na Guarda e outro na Polónia e temos gravações. A intenção é continuar com esse quinteto e possivelmente editar um disco. Também faz parte dos nossos planos voltar a fazer um disco em trio, se calhar com uma abordagem diferente da que já tivemos. Ainda estamos a pensar nisso. Possivelmente vamos ter outras colaborações, também. A nível pessoal todos nós temos os nossos projetos, estou neste momento a trabalhar no meu disco a solo, tenho outros discos que estão para sair com outros projetos e acho que o Gabriel e o Hernâni também. Espero que venham mais dez anos de vida para o RED Trio.

Músicos envolvidos no concerto:

  1. Peça de Gabriel Ferrandini: Rodrigo Amado (sax tenor), Pedro Sousa (sax tenor), Miguel Abras (baixo eléctrico e voz), Miguel Mira (violoncelo), Mattias Ståhl (vibraphone), Rodrigo Pinheiro (piano), Hernâni Faustino (contrabaixo), David Maranha (percussão), Gabriel Ferrandini (bateria e percussão)
  2. Peça de Rodrigo Pinheiro: Luis Vicente (trompete), John Butcher (sax tenor e soprano), Nuno Torres (sax alto), Ernesto Rodrigues (viola), Ricardo Jacinto (violoncelo e electrónica), Carlos Santos (electrónica), Mattias Ståhl (vibraphone), Rodrigo Pinheiro (piano), Hernâni Faustino (contrabaixo), Gabriel Ferrandini (bateria e percussão)
  3. Peça de Hernâni Faustino: Sei Miguel (trompete), Fala Mariam (trombone), John Butcher (sax tenor e soprano), Ricardo Jacinto (violoncelo e electrónica), Carlos Santos (electrónica), Mattias Ståhl (vibraphone), Rodrigo Pinheiro (piano), Hernâni Faustino (contrabaixo), Gabriel Ferrandini (bateria e percussão)

Toda a informação sobre o concerto do RED Trio aqui.

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