Um dos cordenadores na rodagem do filme Kill Bill 2, em que a atriz Uma Thurman teve um acidente ao conduzir um carro que a deixou com lesões permanentes, quebrou o silêncio. “Nunca me perguntaram nada sobre a senhora Uma Thurman conduzir o carro naquele dia”, disse Keith Adams ao site The Hollywood Reporter.

O cordenador de duplos decidiu falar depois de tudo o que a atriz já tinha dito sobre o acidente, inclusive, que Quentin Tarantino a tinha tentado matar.

Tarantino sobre Uma Thurman: “Levá-la a conduzir aquele carro é o maior arrependimento da minha vida”

Ao site Hollywood Reporter, o responsável disse que tanto ele como a equipa que geria estavam fora do set de filmagens no dia em que Uma Thurman foi, alegadamente, pressionada por Tarantino para gravar a cena em que conduzia um carro e que resultou num acidente. A atriz afirma que, na sequência do acidente, sofreu lesões permanentes nos joelhos e no pescoço. 

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“Não estavam agendados quaisquer duplos para o dia em que aconteceu o acidente com a Uma Thurman”, avançou o coordenador num email enviado ao Hollywood Reporter. “Todo o departamento das ‘acrobacias’ estava em espera e ninguém foi chamado para o estúdio de filmagens. Em momento algum eu fui notificado ou consultado para a gravação da cena com o carro”, adiantou.

Se assim tivesse sido, prossegue o cordenador, ele mesmo se teria certificado de que havia um condutor profissional a conduzir o carro e de que este era seguro. Keith Adams também refere que não foi imediatamente claro quem é que preparou o cenário para a cena. Tarantino tinha dito ao site Deadline que não tinha sido necessário recorrer ao departamento de Adams para gravar a cena.

“As circunstâncias em que foi gravada a cena foram negligentes e, a certo ponto, criminosas”, tinha dito Uma Thruman no Instagram, na passada segunda-feira, quando publicou o vídeo do acidente, disponibilizado por Tarantino.

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i post this clip to memorialize it’s full exposure in the nyt by Maureen Dowd. the circumstances of this event were negligent to the point of criminality. i do not believe though with malicious intent. Quentin Tarantino, was deeply regretful and remains remorseful about this sorry event, and gave me the footage years later so i could expose it and let it see the light of day, regardless of it most likely being an event for which justice will never be possible. he also did so with full knowledge it could cause him personal harm, and i am proud of him for doing the right thing and for his courage. THE COVER UP after the fact is UNFORGIVABLE. for this i hold Lawrence Bender, E. Bennett Walsh, and the notorious Harvey Weinstein solely responsible. they lied, destroyed evidence, and continue to lie about the permanent harm they caused and then chose to suppress. the cover up did have malicious intent, and shame on these three for all eternity. CAA never sent anyone to Mexico. i hope they look after other clients more respectfully if they in fact want to do the job for which they take money with any decency.

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“A minha primeira prioridade no estúdio, enquanto gravamos, é a segurança de todo o elenco e de toda a equipa”, disse Keith Adams. “Para um coordenador de duplos fazer bem o seu trabalho deve estar envolvido em cada passo que seja dado e intervir sempre que for feita alguma mudança”, frisou. “Infelizmente, eu não tive oportunidade de intervir neste caso”.