Património

CDS quer secretário do Tesouro no Parlamento a propósito de forte em Cascais

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O CDS-PP quer que o secretário do Tesouro vá ao Parlamento explicar o porquê da demorada na passagem do forte de Santo António da Barra para a autarquia. Forte de Cascais está seriamente degradado.

O forte pertence à Direção-Geral do Tesouro e Finanças, que devia ter transferido a propriedade para a Câmara

MÁRIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O CDS-PP quer ouvir com urgência no Parlamento o secretário de Estado do Tesouro para saber porque tarda a passagem da propriedade do degradado forte de Santo António da Barra, em Cascais, do Estado para a autarquia.

“Continua desde 2015 sem ser concretizada, deixando o Forte de Santo António da Barra numa situação de perigo e degradação”, escrevem os deputados populares no requerimento dirigido à socialista Edite Estrela, presidente da Comissão Parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto. Os deputados democratas-cristãos salientam que o forte está abandonado e vandalizado, “com grafitis, destruição e degradação das cinturas de muralhas, do fosso e mesmo da capela”.

Atualmente, a dona do forte é a Direção-Geral do Tesouro e Finanças, que devia ter transferido a propriedade para a Câmara, que estima em seis milhões de euros o custo da recuperação do forte onde, em 1968, o ditador António de Oliveira Salazar deu a queda que o levaria a deixar o poder para Marcelo Caetano, acabando por morrer dois anos depois.

O presidente da câmara de Cascais, Carlos Carreiras, que já tinha alertado para a degradação do antigo forte militar no Estoril, disse hoje à Lusa que a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pelo ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, vai dar um impulso ao processo de cedência do edifício à autarquia, que pretende torná-lo sede de duas instituições.

O autarca garantiu que tem condições para assegurar os custos e que assim que estiver concretizada a cedência administrativa do forte de Santo António da Barra para o município — atualmente está sob a alçada do Ministério das Finanças — a autarquia tem equipas preparadas para dar início à intervenção, que deverá prolongar-se por um ano e meio. O forte pode vir a ser a sede da BioMarine, uma organização que se dedica às estratégias ligadas ao mar, a nível mundial, e do instituto Political Forum, responsável pelas Conferências do Estoril.

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