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Economia

Economia terá crescido 2,7% em 2017 e tem subida mais alta desde 2000

O ritmo anual de crescimento em 2017 terá sido o mais elevado desde 2000, motivado pelo aumento do investimento e das exportações.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A economia portuguesa deverá ter crescido 2,7% no conjunto do ano passado, o ritmo anual de crescimento mais elevado desde 2000, motivada pelo aumento do investimento e das exportações, segundo a média das estimativas recolhidas pela agência Lusa.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga na quarta-feira a estimativa rápida das contas nacionais do quatro trimestre do ano passado, com a média das estimativas recolhidas pela Lusa a apontar para uma subida da economia de 2,4% em termos homólogos e de 0,6% em cadeia.

Caso se confirmem estas previsões, isto significa que a economia portuguesa acelerou no quarto trimestre face aos três meses anteriores e abrandou em termos homólogos. Recorde-se que o INE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,5% no terceiro trimestre face ao mesmo período de 2016 e 0,5% face ao trimestre anterior.

Em termos anuais, a economia portuguesa terá crescido 2,7%, o que, para João Borges de Assunção, professor da Universidade Católica, é um dos crescimentos “mais saudáveis desde que Portugal entrou na moeda única”, em 1999. É preciso recuar ao ano 2000 para encontrar um crescimento do PIB superior a 2,7%, já que nesse ano a economia avançou 3,8%.

António da Ascensão Costa, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), afirma que “é provável que com o crescimento de 2017 o PIB em termos reais (excluindo o efeito da inflação) tenha atingido os valores de 2010, pré ‘troika’, ou seja pré-crise orçamental”, voltando a ultrapassar os 179 mil milhões de euros (segundo dados do INE).

Ainda assim, o economista do ISEF recorda que as previsões iniciais para o crescimento de 2017 rondavam os 1,7%: “Estamos 1% acima do que se esperava há um ano e sensivelmente o mesmo, talvez um pouco mais, acima do crescimento de 2016. Foi um progresso razoável e foi um bom resultado”, considera.

O economista-chefe do Montepio, Rui Serra, justifica que a aceleração do crescimento em 2017 face ao ano anterior sobretudo com o investimento, “que terá crescido a bom ritmo no ano passado”, embora tenha exigido maior importação de equipamentos, dando um “ligeiro contributo negativo às exportações líquidas” de importações.

Para o crescimento anual da economia, António Ascensão Costa destaca a aceleração do consumo privado, que deverá ter aumentado 2,5% e do investimento, “que passou de um crescimento de 1% em 2016 para 9 ou 10% em 2017”.

“O consumo público praticamente não mexeu portanto são aquelas duas componentes da procura que deram maior contributo”, acrescenta o economista do Grupo de Análise Económica do ISEG.

O investimento (com um crescimento a rondar os 9,5% face a 2016) e as exportações (a aumentarem 7%) também são apontados como fatores essenciais por João Borges de Assunção, que acrescenta o impulso dado pela recuperação da zona euro e pela política orçamental, que “também pode ter dado um pequeno contributo para o crescimento de curto prazo, com a anualização dos aumentos que vinham desde 2016”.

O ISEG é o mais otimista, ao estimar que a economia portuguesa tenha crescido 2,7% em termos anuais, 2,5% em termos homólogos no quarto trimestre e 0,8% em cadeia. Segue-se o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP), que aponta para uma melhoria do PIB de 2,7% no ano passado, com um crescimento homólogo de 2,4% e de 0,7% em cadeia nos últimos três meses de 2017.

Já o Montepio e o BBVA preveem que a economia portuguesa tenha crescido 2,6% no conjunto do ano, apontando para um crescimento de 0,4% em cadeia e de 2,2% em termos homólogos entre outubro e dezembro de 2017.

No Orçamento do Estado de 2018, divulgado em outubro, o Governo reviu de 1,8% para 2,6% a estimativa do crescimento económico de 2017. Em dezembro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alinhou-se com o Governo, antevendo que o PIB apresente uma subida de 2,6% em 2017 e, na semana passada, a Comissão Europeia melhorou a sua previsão para 2,7%.

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