O aeródromo da vila de Mocímboa da Praia, no norte de Moçambique, reabre esta segunda-feira a voos internacionais não regulares de maneira a apoiar os investimentos em gás natural que se aguardam na região, anunciou fonte governamental.

A pista de dois quilómetros está a poucos minutos de percurso por terra ou por mar da península de Afungi, Palma, onde nos próximos cinco a seis anos deverá nascer uma zona industrial de produção de gás liquefeito para ser exportado em navios cargueiros para todo o mundo.

O transporte de equipamentos é um dos objetivos da abertura deste dia, que sucede à autorização para uso do aeródromo para voos internacionais atribuída pelo governo moçambicano em dezembro. A licença foi dada após trabalhos para adequação do espaço a normas de segurança mundiais.

Aquela zona da província de Cabo Delgado dedica-se sobretudo ao setor primário com grande parte da população distribuída por aldeias no mato e sem infraestruturas.

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O consórcio de exploração de gás natural é liderado pela petrolífera norte-americana Anadarko que promoveu no final de 2017 o arranque do processo de reassentamento dos residentes onde vai ser erguida a nova zona industrial.

Mocímboa da Praia e arredores foram palco de confrontos entre grupos de homens armados e forças de segurança entre outubro e janeiro, mas sem que se tenha esclarecido o que estava por detrás dos episódios de violência.