Chris Rock, o célebre humorista e actor norte-americano está de regresso à televisão. Depois de uma ausência de dez anos, Rock apresenta “Chris Rock: Tambourine” nesta quarta-feira, 14 de fevereiro, através da plataforma de streaming Netflix.

O “special” — nome dado às actuações de stand-up comedy que são gravadas em directo, para serem exibidas posteriormente — que estreará no dia de São Valentim é o primeiro dos dois que Rock terá acordado fazer com a plataforma norte-americana. O acordo assinado em 2016, diz a Variety, deverá render ao comediante cerca de 40 milhões de dólares (aproximadamente 33 milhões de euros).

Gravado na New York Brooklyn Academy of Music (BAM), “Tambourine” irá debruçar-se sobre os temas da actualidade, como as questões relacionadas com  racismo, e foi realizada por Bo Burnham (também ele um comediante).

O último “special” de Chris Rock foi exibido em 2008, no canal HBO, e chamava-se “Kill The Messenger”. Seis anos mais tarde optou por inverter os papéis, passando de estrela de um “special” para realizador — dirigiu o de Amy Schumer (“Amy Schumer: Live at the Apollo”).

Chris Rock já ganhou quatro Emmys, três Grammys e chegou a ser nomeado para um Óscar. De entre as suas obras destacam-se o célebre “The Chris Rock Show”, “Everybody Hates Chris” (foi argumentista desta sitcom) e as suas participações no programa “Saturday Night Live”, entre 1989 e 1993. De entre as várias longas-metragens em que participou, “Miúdos e Graúdos”, “Morte num Funeral” e o franchise “Madagáscar” são alguns dos que mais prestígio lhe deram.

Recorde que Chris Rock faz parte de um grupo maior de comediantes que assinaram contrato com a Netflix. Dave Chappelle, Jerry Seinfeld, Amy Schumer, Ellen DeGeneres e Kevin James são alguns dos outros que já lançaram/ainda vão lançar novos “especiais” através desta plataforma.