NATO

NATO pondera criar programa de treino no Iraque

A NATO espera começar a desenhar um programa de treino para o Iraque, em resposta a um pedido do primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, e da coligação internacional "anti-Estado Islâmico".

Ana Freitas/LUSA

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  • Agência Lusa
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Jens Stoltenberg anunciou esta terça-feira que a NATO espera começar a desenhar um programa de treino para o Iraque, em resposta a um pedido do primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, e da coligação internacional “anti-Estado Islâmico”.

“A NATO está a contribuir para derrotar o Estado Islâmico. Hoje, quase todo o território tomado pelo Estado Islâmico [EI] no Iraque e na Síria foi libertado. Espero que comecemos a planear um programa de treino da NATO no Iraque”, disse o secretário-geral da NATO, em conferência de imprensa, na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte, em Bruxelas.

Jens Stoltenberg referiu que todos vêm “uma necessidade de um maior treino das forças iraquianas”. “Estamos empenhados em que o Iraque seja um país estável e consiga evitar o regresso de grupos terroristas. É extremamente importante estabilizar o país depois de terminarem as operações de combate”, argumentou.

O secretário-geral explicou que a intenção da NATO é replicar no Iraque o programa de treino da organização no Afeganistão. “O que faremos no Iraque será feito em estreita cooperação com a coligação e é baseado num apelo do primeiro-ministro e também da coligação. Vai ser possível fazer mais para profissionalizar as forças iraquianas. Não podemos abandonar o Iraque agora, temos de assegurar-nos que o país fica seguro”, defendeu.

A 9 de dezembro, o primeiro-ministro iraquiano, Haidar al Abadi, anunciou que o exército tinha assegurado o controlo da fronteira com a Síria, o último reduto do EI no país.

Desde 2014 que este grupo extremista se fortaleceu e conquistou várias partes do norte, oeste e centro do país, estendendo o seu domínio quase até à capital.

Durante o último ano as forças iraquianas, com o apoio de uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, conseguiram ganhar terreno ao EI, nomeadamente a cidade de Mossul, a capital da província de Ninive, com cerca de dois milhões de habitantes.

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