Sem-abrigo

AMI retirou 42 sem-abrigo das ruas em 2017

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O trabalho realizado pela AMI permitiu retirar 42 homens da situação sem-abrigo no ano passado, 37 dos quais conseguiram reintegrar o mercado de trabalho.

NUNO FOX/LUSA

Quarenta e dois homens em situação de sem-abrigo foram retirados das ruas em 2017, ano em que as equipas de rua da Assistência Médica Internacional (AMI) acompanharam quase 400 pessoas, segundo dados divulgados pela organização.

No ano passado, 384 pessoas em situação de sem-abrigo procuraram as equipas de rua da AMI, das quais 204 foram atendidas pela primeira vez (82 pela Equipa de Rua de Gaia e Porto e 124 pela Equipa de Rua de Lisboa). Na sua maioria, são homens (84%), com idades entre os 40 e os 59 anos, portugueses (82%) e sem qualquer atividade profissional, refere a AMI em comunicado.

Pernoitam principalmente na rua (36%), mas recorrem também a casa de familiares e amigos (15%), abrigos temporários ou de emergência para sem-abrigo e pensões ou quartos (12% cada). As principais necessidades identificadas foram a alimentação (78%), o vestuário (69%) e o alojamento (55%), sendo que 44% necessitava, ainda, de uma consulta médica e 21% de apoio com medicamentos.

As principais razões que levaram estas pessoas à situação de sem-abrigo foram a precariedade financeira (60%), o desemprego (56%) e a falta de alojamento (33%). O trabalho realizado pela AMI permitiu retirar 42 homens da situação sem-abrigo no ano passado, 37 dos quais conseguiram reintegrar o mercado de trabalho.

Estes homens conseguiram “colocação no mercado de trabalho, de forma mais ou menos precária, com vínculos laborais de maior ou menor segurança, mas o apoio que receberam nos Abrigos permitiu-lhes tornarem-se autónomos”, realça a AMI.

Dos 107 homens que viveram nos Abrigos Noturnos da AMI em 2017, 25 conseguiram obter alguma autonomia financeira e mudaram-se para quartos ou apartamentos alugados, oito foram viver com familiares ou amigos, dois regressaram ao seu país de origem, cinco emigraram e dois saíram para trabalhar fora da região de Lisboa ou do Porto.

Desde 1999, a AMI já apoiou 11.748 pessoas em situação sem-abrigo através dos Abrigos Noturnos de Lisboa e Porto e das Equipas de rua de Lisboa, Porto e Gaia. Em 2017, frequentaram os equipamentos sociais da AMI, 1.395 pessoas em situação sem-abrigo, representando 12% da população total atendida.

Distribuem-se principalmente pelos grandes centros urbanos, Grande Lisboa (54%) e Grande Porto (36%). Foram atendidas pela primeira vez 443 pessoas, das quais 26% são mulheres.

Desde 1997, os Abrigos Noturnos apoiaram 1.263 homens em situação sem-abrigo em condições de inserção socioprofissional, sendo que o Abrigo da Graça, em Lisboa, apoiou 861 pessoas, e o do Porto 402 pessoas desde a sua abertura (2006).

Os abrigos proporcionam alojamento temporário a homens sem-abrigo em idade ativa, que apresentem condições que permitam a sua reinserção socioprofissional, mas também apoio social e psicológico, vestuário, alimentação, cuidados de higiene e apoio na procura de emprego. A admissão faz-se por contacto ou encaminhamento de instituições e organizações que trabalham com sem-abrigo.

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