Jogos Olímpicos

“Nunca tive medo. Aliás, nunca tenho, não sou assim”: Julia Pereira de Sousa Mabileau ganha prata nos Jogos

Tem apenas 16 anos, começou no snowboard aos nove e tornou-se na francesa mais nova de sempre a ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos. E o nome diz tudo: é descendente de portugueses.

Julia Pereira de Sousa Mabileau, a grande revelação francesa no snowboard aos 16 anos que tem sangue português

Getty Images

Michela Moioli, medalha de ouro. Julia Pereira de Sousa Mabileau, medalha de prata. Eva Samkova, medalha de bronze. Como? Vamos rebobinar o filme: Julia Pereira de Sousa? É mesmo verdade, há uma francesa descendente de portugueses no pódio da prova feminina de snowboard cross dos Jogos Olímpicos de Inverno, em PyeongChang, como confirmou a RFI.

Aos 16 anos, Julia, que não partia como favorita (longe disso), fez história ao tornar-se a atleta mais nova de sempre a ganhar uma medalha olímpica para a França. Praticante da modalidades desde os nove, quando estava em Isola, estreou-se em Taças do Mundo em 2017 e tinha como grande ambição… chegar aos Jogos de Inverno. Fã da mediática americana Lindsey Vonn e do gaulês Tony Raimon, conquistou a medalha de ouro por equipas e de bronze individual nos Mundiais de Juniores do ano passado, que se realizaram em Klinovec, na República Checa. E o que faz quando não está no snowboard? Faz esqui, ciclismo, skateboarding ou wakeboarding, como destaca a página oficial do evento.

O meu objetivo era chegar à final e, nesse patamar, não tinha nada a perder. Pode ser pela idade, apesar de já andar no Circuito Mundial há um ano e meio, mas nunca tive medo. Aliás, nunca tenho, não sou assim”, sublinhou no final da prova no Phoenix Snow Park de PyeongChang.

“Foi um pouco de loucos, ver-me numa final com raparigas mais velhas e com muito mais experiência do que eu. Vi algumas na televisão quando tinha quatro anos e, mais tarde, em Sochi. Agora, terminei à frente delas. A medalha de prata é inacreditável, estou mesmo feliz”, completou à Reuters, falando de atletas como a americana Lindsey Jacobellis, de 32 anos, que ganhou uma medalha de prata nos Jogos de Torino, em 2006, e agora acabou na quarta posição.

Outra história paralela nesta prova acabou por ser o bigode pintado pela medalha de bronze, Eva Samkova, quando subiu ao “primeiro” pódio logo após o final da competição. Porquê este visual? Campeã olímpica nos Jogos de Soci, em 2014, onde surgiu da mesma forma, a checa nunca dispensa o adereço desde 2011, quando participou pela primeira vez na Taça do Mundo em La Molina. “Como fiquei no quinto lugar e me deu sorte, comecei a pintar sempre um bigode”, disse ao site da prova.

Também para a jovem italiana Michela Moioli, de 22 anos, o ouro foi especial: a atleta já tinha marcado presença nos Jogos de Sochi, em 2014, falhando a final com uma violenta queda que lhe retirou muitos meses de competição por ter sido operada aos ligamentos do joelho. Quatro anos depois, a história foi escrita de outra forma.

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