O Partido da Convergência Democrática (PCD), na oposição em São Tomé, considerou esta sexta-feira que o país vive uma “tensão política latente” e que se encontra sobre um “barril de pólvora”.

Aquela formação partidária, a segunda maior da oposição, apelou ao poder que privilegie o diálogo para prevenir “dias amargos para a maioria dos são-tomenses”.

“É preciso, a bem da nação, que haja um trabalho no sentido de desanuviar a tensão política latente, de modo a prevenir que o futuro não traga dias amargos para a maioria dos são-tomenses”, diz o PCD em comunicado a que a Lusa teve acesso.

Aquele partido apela ao poder que se sente “à mesa com a oposição”.

O objetivo é encontrar de pontos de diálogo para, salienta no comunicado: “Retirarmos a pólvora debaixo do barril em que o país está assentado”.

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“A ausência de diálogo político entre o poder e a oposição, a ausência de esforços em busca de consensos tem prejudicado seriamente a consolidação e a evolução do processo democrático”, sublinha o PCD, apelando para a necessidade de se “desanuviar a tensão política latente”.

O PCD diz ainda que “quer acreditar na vontade de diálogo e coesão social manifestados pelo primeiro-ministro” Patrice Trovoada e “desafia o partido no poder a dar provas de boa-fé na busca de uma solução que contribua para desanuviar o clima político vigente em São Tomé e Príncipe”.

O Partido da Convergência Democrática sublinha que “o medo se instalou e a manipulação e condicionamento da vida política e social das pessoas faz pressentir uma falsa paz, uma paz aparente”.

“A prática política do partido no poder tem sido desenvolvida no sentido de subverter a nossa tradição democrática. As nossas instituições estão a ser objeto de interesse político-partidário que põe em causa a coesão nacional”, lê-se ainda no comunicado.