Continuará a poder ser pedido, é certo, mas de futuro só se esse desejo for expresso oralmente é que vai ser possível comprar um Happy Meal Cheeseburguer nas lojas McDonald’s. A cadeia de fast food norte-americana prepara-se para retirar a opção cheeseburguer do seu famoso menu infantil, até junho nos Estados Unidos da América e até 2022 nos restantes países. O objetivo é torná-lo menos calórico e limitá-lo a um máximo de 600 calorias.

Entre as várias apostas da cadeia americana para reduzir os índices calóricos da sua oferta para crianças estão a retirada da opção leite com chocolate do menu Happy Meal (muito popular nos EUA), a inclusão da garrafa de água como bebida escolhida por defeito e a continuação da aposta em promover a fruta e os vegetais como acompanhamentos de eleição do Happy Meal, em detrimento da promoção das (mais comuns) batatas frias.

As alterações foram recomendadas à McDonald’s pela organização norte-americana de saúde pública Alliance for a Healthier Generation (em português, traduz-se para algo como Aliança por uma Geração mais Saudável). Citado pelo Washington Post, o líder da organização, Howell Wechsler, elogiou a decisão da empresa: “Achamos que o McDonald’s está a elevar a fasquia. Isto é um desafio para que outras cadeias do ramo também se decidam a fazer o mais correto para as crianças”.

Além das 600 calorias totais, um dos objetivos da McDonald’s é que as refeições não tenham mais de 10% de calorias provenientes de gorduras saturadas e outros 10% de açúcares adicionados. Segundo o Washington Post, estas são aliás algumas das metas mais ambiciosas, já que a maior parte das opções Happy Meal oscilam entre as 400 e 600 calorias mas por enquanto ainda excedem os novos limites impostos à quantidade de sal, açúcar e gorduras.

Em 2017, a McDonald’s obteve um lucro líquido de mais de 4 mil milhões de euros, o que representou um acréscimo de 11% face ao lucro do ano anterior.