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Depois de Bruno de Carvalho, Nuno Saraiva explica aos sportinguistas o que não devem fazer

Este artigo tem mais de 3 anos

Indicações do diretor de comunicação do Sporting incluem "ver ou participar em programas de debate desportivo" ou "escrever artigos que não sejam para o Jornal Sporting".

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JOSÉ COELHO/LUSA

JOSÉ COELHO/LUSA

Depois de Bruno de Carvalho ter instado os sportinguistas a não lerem jornais desportivos e a não verem canais de televisão portugueses, acusando os media de publicarem calúnias contra ele, o diretor de comunicação do Sporting, Nuno Saraiva, veio especificar a lista de coisas que os sportinguistas não devem fazer.

“Ver ou participar em programas de debate desportivo, ser convidados a falar de temas do Sporting CP, escrever artigos que não sejam para o Jornal Sporting, falar sobre o Sporting CP às rádios, passar links de OCS [orgãos de comunicação social] nas redes sociais, comprar jornais desportivos e também o CM, ou ver canais portugueses sem ser por lazer ou a Sporting TV”, elencou Nuno Saraiva, ex-jornalista que já foi subdiretor do Diário de Notícias.

Numa publicação na sua página oficial de Facebook, Saraiva disse que a comunicação social portuguesa está “cheia de vícios, esquemas de manipulação, onde o terrorismo comunicacional ganha cada vez mais peso”, e lembrou o apelo de Bruno de Carvalho à “militância dos Sportinguistas em 3 aspetos fundamentais: jornais, TVs portuguesas e programas de debate desportivo”.

O responsável pela comunicação do clube acrescentou: “Claro que aqui se incluem rádios e divulgação nas plataformas digitais de links desses mesmos OCS”.

Para Saraiva, o clube tem de exigir “respeito” da parte dos jornalistas. “Não podemos pedir posturas presidencialistas institucionalmente corretas, e depois estarmos através de representantes do Sporting CP em programas de nível rasteiro que servem para nos envergonhar e humilhar”, disse.

“A única hipótese de exigirmos o respeito que merecemos, e não temos tido, é os 35% da população que significamos dizer basta a estes jornais, rádios e televisões. Se tivermos em conta os verdadeiros superiores interesses do Sporting CP, esta será a forma de invertermos rapidamente a forma fácil e constante como achincalham o nosso Clube”, acrescentou.

Saraiva quer que o Sporting deixe de estar representado nos programas de comentário desportivo, “deixando uma série de cartilheiros e paineleiros sem nível a falar sozinhos, pois não merecem ter qualquer representante” do Sporting com eles. “Eles que digam mal ou inventem, mesmo sem contraditório, porque a verdade é que só o fazem e lhes ligam porque 35% da população portuguesa ainda não disse basta”, sublinhou.

“Não comprem jornais desportivos, não vejam nenhum canal”: a intervenção final de Bruno de Carvalho

No sábado, no final da Assembleia Geral em que viu as suas propostas aprovadas por esmagadora maioria, Bruno de Carvalho instou os sócios a deixarem de consumir informação desportiva.

“Ponto 1: a partir de hoje, não comprem nenhum jornal desportivo nem aquele outro que vocês sabem. Ponto 2: não vejam nenhum canal português de televisão a não ser a Sporting TV“, disse Bruno de Carvalho.

O presidente do Sporting pediu ainda que os comentadores afetos ao Sporting abandonassem “de imediato” os programas em que participam, acusando a comunicação social de “difamar e caluniar” o clube.

Bruno de Carvalho. Sindicato pede “resposta firme e coletiva” aos jornalistas

Este domingo, o Sindicato dos Jornalistas acusou o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, de tentar “limitar a liberdade de imprensa e de condicionar o trabalho dos jornalistas”, e informou que irá contactar “com caráter de urgência” o Governo, a Liga Portuguesa de Futebol, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

“O Sindicato Jornalistas (SJ) considera que as declarações proferidas, durante a Assembleia Geral do Sporting, por Bruno de Carvalho contra os jornalistas têm um teor claramente antidemocrático e insta a comunicação social portuguesa a adotar uma resposta coletiva”, lê-se numa nota divulgada pelo sindicato.

“Por isso, o SJ considera fundamental que as direções dos órgãos de comunicação social – não apenas dos diretamente visados nas declarações do presidente do Sporting, mas de todos, porque hoje são uns e amanhã serão outros – adotem uma resposta firme e coletiva perante as afirmações do presidente do Sporting“, lê-se na nota do sindicato.

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