O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlüt Çavuşoğlu, rejeitou as acusações daqueles que dizem que o seu país utilizou armas químicas para combater forças curdas na região de Afrin, no noroeste da Síria.

“É uma invenção. A Turquia nunca usa qualquer tipo de armas químicas”, disse Mevlüt Çavuşoğlu aos jornalistas na Conferência de Segurança de Munique.

As acusações são da responsabilidade das forças curdas do YPG — que combatem o exército de Bashar al-Assad e grupos islamistas, contando para isso com o apoio logístico e financeiro dos EUA — e também do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma ONG sediada no Reino Unido que conta com uma rede de informadores em toda a Síria.

Também a agência noticiosa estatal da Síria, a SANA, deu a notícia de seis pessoas terem ficado com graves problemas respiratórios na sequência de um bombardeamento turco.

Também este domingo, em declarações à Al Jazeera, Yasin Aktay, conselheiro do Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, rejeitou o uso de armas químicas na Síria. “Está fora de questão para a Turquia usar armas internacionalmente proibidas em Afrin”, disse.

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Em declarações à Associated Press, uma fonte da Casa Branca disse que era “extremamente improvável” que a Turquia tenha usado armas químicas contra os curdos do YPG.