A má nutrição das mães foi a principal responsável pela morte de 62 recém-nascidos, desde janeiro, no hospital venezuelano Luís Razetti de Barcelona, situação que tem dificultado também a prestação de cuidados a parturientes.

O número de bebés mortos, foi confirmado pelo diretor daquele centro hospitalar, Yuri Prieto, revelou na sua edição de sábado o diário venezuelano El Nacional, que precisou que os recém-nascidos “apresentam baixo peso”, atribuído “à má nutrição das mães durante os meses de gravidez, à falta de controlo pré-natal e à gravidez precoce”.

Mais de 80% das parturientes que chegam ao hospital não estão bem alimentadas, razão pela qual nascem muitíssimos bebés com menos de um quilograma e meio”, disse. A situação, explicou, agrava-se, apesar dos esforços do pessoal médico encarregado de neonatologia, devido à falta de materiais médicos necessários.

Yuri Prieto denunciou ainda que além de terem uma alimentação deficiente, as grávidas não tomam suplementos vitamínicos, porque não existem nas farmácias locais e porque, quando “aparecem”, têm um custo de quase 1,5 salários mínimos, com todos os subsídios incluídos.

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Em janeiro de 2017 nasceram 670 bebés no Hospital Luís Razetti de Barcelona.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas da população sobre dificuldades para conseguir produtos básicos e medicamentos no mercado local. Também dos altos preços de alguns produtos, num país onde dados não oficiais dão conta de que em 2017 a inflação foi de mais de 2.000%.